Após morte de jovem em abordagem policial, UPA responde a acusações de omissão de socorro.

Hospital se posiciona sobre a morte de Thainara Vitória, que ocorreu durante abordagem policial em 2024.
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vila Isa, em Governador Valadares, se manifestou pela primeira vez sobre o caso de Thainara Vitória Francisco Santos, de 18 anos, que morreu em 14 de novembro de 2024 durante uma abordagem da Polícia Militar. A jovem foi levada à unidade em parada cardiorrespiratória e, segundo o Ministério Público, não recebeu tentativa de reanimação por parte da equipe médica.
Denúncia do Ministério Público
A gestão da UPA, sob responsabilidade da Sociedade Beneficência Bom Samaritano, respondeu à denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que acusa cinco profissionais de saúde de homicídio por omissão de socorro. O MP afirma que os profissionais não realizaram manobras de ressuscitação na paciente, o que teria sido determinante para o desfecho fatal. No início de outubro, a denúncia foi apresentada, envolvendo um médico, duas enfermeiras e duas técnicas de enfermagem.
Resposta da UPA
O diretor-técnico da Beneficência Social Bom Samaritano, Alessandro Ferraz, declarou que Thainara chegou à unidade já em óbito e que o atendimento foi feito rapidamente e dentro das diretrizes médicas. Ele expressou surpresa com a denúncia e prometeu apoio jurídico aos profissionais envolvidos. Ferraz mencionou que um laudo do IML já havia constatado a causa da morte e que uma Comissão Técnica analisará os fatos.
Circunstâncias da morte
Thainara morreu após ser abordada por policiais enquanto tentava proteger seu irmão durante uma operação no bairro Vila dos Montes. A Polícia Militar informou que a jovem foi detida por interferir na captura de um suspeito de homicídio. Imagens e relatos da família sugerem que a jovem foi asfixiada durante a abordagem, apesar do laudo do IML apontar a asfixia por constrição do pescoço como causa da morte.
Conclusão
O caso gerou forte repercussão e debates sobre a atuação da polícia e a responsabilidade da equipe médica. A UPA continua a investigar o ocorrido, enquanto a comunidade clama por justiça para Thainara, que deixou uma filha de 4 anos.








