Investigação da PF conclui que material enviado por irmã de militar não gerará indiciamento

A PF decidiu não indiciar Dhebora Azevedo, que tentou enviar um cartão de memória ao irmão preso.
PF conclui investigação sobre cartão de memória enviado a preso
A Polícia Federal (PF) informou que o cartão de memória enviado por Dhebora Azevedo, irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, continha apenas músicas gospel e faixas do cantor Wesley Safadão. O caso, relacionado a uma tentativa de entrega de equipamentos a um preso, foi analisado pela PF, que decidiu não indiciar a investigada.
O que continha no cartão de memória?
Após a perícia, a PF concluiu que o cartão tinha músicas de estilos gospel e arrocha, incluindo canções como “Deus Proverá” e “Bunda no Paredão”. Dhebora foi investigada desde janeiro de 2025, após ter tentado enviar um fone de ouvido, um cartão de memória e um cabo USB escondidos em uma caixa de panetone para seu irmão, que está preso em um quartel em Brasília (DF).
Motivo da tentativa de envio
Em seu depoimento, Dhebora alegou que decidiu enviar os equipamentos após uma visita ao irmão, que teria reclamado da falta de músicas para ouvir durante os exercícios. Ela afirmou que adquiriu os itens em uma feira e gravou 55 músicas no cartão. A investigada disse que não tinha conhecimento se era permitido levar equipamentos eletrônicos para o local onde o irmão estava preso.
Decisão da PF e implicações legais
Apesar da alegação de Dhebora, a Polícia Federal levantou questionamentos sobre sua ingenuidade, pois ela é agente da Polícia Civil do Ceará. A ocultação dos equipamentos na caixa de panetone sugere que ela tinha ciência de que a conduta era ilícita. Mesmo assim, a PF considerou o caso como um “delito de menor potencial ofensivo” e optou por não indiciar a investigada. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para apreciação.
O que vem a seguir?
O ministro Alexandre de Moraes pediu que a PGR se manifeste em até 15 dias sobre a situação. A decisão de não indiciar Dhebora é um reflexo do entendimento da PF sobre a gravidade do ato, que, embora ilícito, foi considerado de menor impacto. A investigação levantou questões sobre a segurança e as normas de envio de itens pessoais para detentos.
Essa conclusão da PF pode abrir um precedente para outros casos semelhantes, onde a intenção do remetente e o conteúdo enviado são considerados em conjunto com a legislação vigente. O desfecho deste caso poderá influenciar futuras decisões em situações análogas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








