Análise das prioridades para a reforma tributária no Reino Unido

O sistema tributário britânico enfrenta diversas inconsistências e necessita de reformas urgentes para garantir eficiência e justiça fiscal.
Em 26 de novembro de 2025, a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, enfrentará um cenário complicado ao apresentar seu segundo Orçamento. A situação é tão delicada que Reeves terá que reconhecer que sua tentativa de assegurar as metas fiscais falhou, o que exigirá um novo aumento de impostos, mesmo em desacordo com compromissos de campanha. Essa necessidade foi evidenciada em seu discurso recente, onde destacou que o interesse nacional deve prevalecer sobre a conveniência política.
Problemas estruturais e a necessidade de reforma
O sistema tributário do Reino Unido é marcado por uma série de inconsistências, com a tributação de heranças, IVA e outros impostos apresentando falhas significativas. Segundo o Instituto de Estudos Fiscais (IFS), a arrecadação tributária deverá alcançar um recorde de 37,4% da renda nacional em 2026-27, embora essa cifra não seja considerada alta em comparação a outros países europeus. A falta de neutralidade e a injustiça gerada pelo código tributário têm levado a uma carga tributária desigual, onde os empregados pagam mais do que autônomos ou aposentados.
Propostas para um sistema mais justo
Uma abordagem correta para melhorar a tributação foi delineada no Green Budget do IFS, que defende que atividades semelhantes devem ser tratadas de maneira similar. Além disso, a progressividade é um princípio que deve ser mantido, onde os mais ricos contribuiriam proporcionalmente mais. Exemplos de reformas incluem a eliminação de isenções injustificadas no imposto sobre valor agregado (IVA) e a reavaliação do imposto municipal, que atualmente se baseia em valores de 1991.
O caminho à frente
A ministra Reeves enfrenta o desafio de implementar reformas que, se bem-sucedidas, podem levar a uma economia mais dinâmica e eficiente. A introdução de um imposto sobre carbono poderia acelerar a transição energética, enquanto mudanças na tributação corporativa podem promover um financiamento mais estável por meio de capital próprio. Contudo, essas mudanças exigem coragem e determinação para serem executadas efetivamente, a fim de superar as distorções que caracterizam o sistema tributário britânico.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








