Câncer registra aumento e provoca cerca de 580 mortes anuais na região de Apucarana


Levantamento da 16ª Regional de Saúde indica crescimento nas mortes por câncer em 17 municípios do norte do Paraná

Câncer registra aumento e provoca cerca de 580 mortes anuais na região de Apucarana
Unidade de tratamento do câncer na região de Apucarana

Levantamento aponta cerca de 580 mortes por câncer em 17 municípios do norte do Paraná, com crescimento e mudança no perfil epidemiológico.

Panorama dos casos e mortes por câncer na região de Apucarana

O câncer na região de Apucarana apresentou cerca de 580 mortes no ano passado, conforme levantamento da 16ª Regional de Saúde, abrangendo 17 municípios do norte do Paraná. Este número representa um aumento de 3% em relação aos 564 óbitos do ano anterior, indicando um crescimento sutil, porém preocupante, dos casos da doença. Especialistas relacionam esse aumento principalmente ao envelhecimento populacional, que acarreta maior vulnerabilidade ao câncer na população local.

Tipos de câncer que mais causaram óbitos em 17 municípios do norte do Paraná

O levantamento revela que o câncer de pulmão foi o que mais provocou mortes na região, com 70 casos fatais. Em seguida, aparecem os cânceres de cólon, reto e ânus, com 69 óbitos, e o câncer de próstata, com 58 mortes. O câncer de mama atinge a quarta posição, com 46 óbitos. Além desses, a região registrou casos fatais por Linfoma de Hodgkin, leucemia, e cânceres de esôfago, estômago, pâncreas, pele, útero, ovário e bexiga, refletindo a diversidade e gravidade do problema de saúde pública enfrentado.

Distribuição dos óbitos: cidades mais afetadas e desafios locais

Apucarana é o município com maior número de mortes por câncer, somando 211 casos, equivalente a cerca de 36% do total regional. Arapongas aparece em seguida, com 161 óbitos. Outras cidades como Jandaia do Sul, Faxinal, Marilândia do Sul, e São João do Ivaí também registraram números significativos. Essa distribuição destaca a necessidade de fortalecer ações de prevenção, diagnóstico e tratamento em toda a região para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Fatores que influenciam o aumento do câncer segundo especialistas da região

O médico mastologista Ribamar Maroneze afirma que o crescimento nos diagnósticos e mortes por câncer está associado ao processo natural de envelhecimento das células e do sistema imunológico. Conforme as pessoas vivem mais, aumenta a probabilidade de surgimento de defeitos celulares que podem evoluir para câncer. Além disso, a maior exposição a fatores externos como radiação solar contribui para esse cenário. Contudo, o especialista alerta para uma mudança preocupante: o aumento da incidência da doença em pessoas com menos de 50 anos, especialmente cânceres de cólon e mama.

Impacto da obesidade e mudanças no perfil epidemiológico local

A obesidade, crescente no Brasil e na região, é apontada como principal fator para a elevação dos casos de câncer em jovens. Cerca de 20% da população é considerada obesa, o que está relacionado a hábitos alimentares inadequados e sedentarismo. Alimentos industrializados ricos em açúcares e carboidratos de baixo valor nutritivo são facilmente acessados e consumidos, agravando a situação. Este cenário exige um olhar atento para políticas públicas e educação em saúde voltadas à prevenção e controle do sobrepeso.

Recomendações para prevenção e promoção da saúde na região norte do Paraná

Diante desse quadro, o especialista enfatiza a importância da adoção de hábitos saudáveis como forma de prevenção do câncer. A literatura médica recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, o que equivale a 30 minutos diários. Além disso, é vital que a população aprenda a escolher melhor os alimentos, priorizando opções naturais e evitando o consumo excessivo de industrializados. Medidas como essas podem contribuir para reduzir a incidência de câncer na região e melhorar o prognóstico dos pacientes.

Fonte: tnonline.uol.com.br


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