Ação do curador causa constrangimento em evento de arte

Debate com a princesa belga Esmeralda foi cancelado por ação do curador Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, gerando polêmica.
Em São Paulo, no dia 7 de setembro de 2025, a Bienal cancelou um debate entre a princesa belga Esmeralda e o fotógrafo João Farkas. O curador Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, que também é diretor da Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, tomou essa decisão em razão do parentesco de Esmeralda com Leopoldo II, rei belga responsável por atrocidades nas colônias africanas.
Ações do curador e preocupações da Bienal
Nos bastidores, Ndikung expressou que a presença da princesa poderia constranger os 80% de artistas da diáspora africana que estão participando da mostra. Apesar de reconhecer o trabalho de Esmeralda em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, a Bienal se preocupou com as implicações históricas de sua presença. Outro fator que influenciou a decisão foi o veto à entrada de agentes armados, exigência da realeza belga que não é permitida pela fundação responsável pela Bienal.
Reação da princesa e seus representantes
Representantes da princesa lembraram da relação de seu pai, Leopoldo III, com líderes indígenas do Brasil, como o cacique Raoni, além de destacar a defesa da própria Esmeralda pela retirada de estátuas de Leopoldo II em espaços públicos da Bélgica, em reconhecimento às atrocidades cometidas durante o colonialismo.
Implicações do cancelamento
O cancelamento do debate levanta questões sobre o legado colonial e as responsabilidades dos descendentes de figuras históricas controversas. A Bienal de São Paulo, ao tomar essa decisão, busca não apenas manter a integridade do evento, mas também respeitar a diversidade e as sensibilidades culturais dos artistas presentes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








