Mudança no ensino técnico gera protestos de pais e professores na cidade

Protestos marcam o fim do ensino técnico na única escola agrícola da cidade.
Na manhã desta sexta-feira (24), um protesto organizado por pais e professores ocorreu em Campo Grande contra a decisão do governo de Mato Grosso do Sul de encerrar o ensino técnico na Escola Agrícola Arnaldo Estevão, a única da rede municipal que oferece essa modalidade. A escola possui quase 30 anos de história e atualmente atende aproximadamente 500 alunos. A partir de agora, a gestão das turmas do 1º ao 3º ano do ensino médio será transferida para a Secretaria de Estado de Educação (SED), em conformidade com a legislação federal que determina que o ensino médio deve ser responsabilidade do governo estadual.
Mobilização da comunidade
Os professores da escola serão realocados para outras instituições, enquanto as secretarias municipal e estadual discutem os ajustes necessários para a transição. Apesar de reconhecer a necessidade da mudança, o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública, Gilvano Bronzoni, defendeu a manutenção da escola na rede municipal, destacando os impactos que a divisão pode causar no financiamento e na gestão da educação. Ele enfatizou que a ACP busca uma escola pública de qualidade, articulando esforços entre as esferas de governo para garantir melhorias.
Resposta oficial
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) justificou que a decisão está em conformidade com a Constituição Federal e com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que estabelecem as competências de cada ente federativo na oferta da educação. A comunidade escolar, no entanto, permanece mobilizada para tentar reverter a decisão e preservar os serviços oferecidos pela escola.
A situação ressalta a importância da educação agrícola na formação dos estudantes e a necessidade de um diálogo contínuo entre as autoridades e a população para garantir a qualidade do ensino.








