A história de Eric Roger Wroclawski e a luta contra o câncer de próstata

A morte do urologista Eric Roger Wroclawski em 2009 motivou a criação da campanha Novembro Azul, que visa conscientizar sobre o câncer de próstata.
A morte do urologista Eric Roger Wroclawski, em 19 de junho de 2009, em São Paulo, motivou a criação da campanha Novembro Azul, que busca informar e orientar os brasileiros sobre o câncer de próstata. O médico faleceu aos 56 anos, após um intenso tratamento contra a doença. A idealizadora da campanha, a jornalista Marlene Oliveira, ressaltou a importância de se ter campanhas informativas sobre a saúde masculina, um tema frequentemente negligenciado.
A trajetória de Eric Roger Wroclawski
Nascido no Marrocos, Wroclawski chegou ao Brasil ainda criança e, aos 17 anos, ingressou na Universidade de São Paulo (USP) para estudar medicina. Ele se destacou na área, tornando-se presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e vice-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein. Em 2001, ele participou de um evento promovido pela Folha, enfatizando a necessidade de conscientização sobre a saúde masculina. Durante seu tratamento, compartilhou com Marlene seu desejo de criar uma instituição voltada à saúde do homem, o que culminou na criação do Novembro Azul em 2011.
Impactos da campanha
A campanha não só aborda o câncer de próstata, mas também promove a saúde integral do homem, incluindo saúde mental e doenças crônicas. Desde seu lançamento, o Novembro Azul se expandiu e já está em sua 14ª edição, com o tema de 2025 sendo “Você tem muita vida pela frente”. Apesar do sucesso, ainda existem barreiras, como o preconceito em relação ao exame de toque retal e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Desafios e avanços
Em 2024, o câncer de próstata foi responsável por 48 mortes diárias no Brasil, com mais de 17 mil óbitos registrados. A campanha, além de aumentar a conscientização, também contribuiu para a criação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, que visa reduzir a incidência da doença e melhorar a qualidade de vida dos homens. Marlene destaca que a saúde masculina ainda precisa ser mais valorizada nas políticas públicas, pois muitos homens permanecem invisíveis no sistema de saúde.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








