Decisão ocorre após presidente abandonar resistência e apoiar a liberação de informações

A Câmara dos EUA votou pela liberação de documentos sobre Epstein, após mudança de Trump sobre o assunto.
Câmara dos EUA vota pela liberação de documentos sobre Epstein
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira, 18 de novembro, sobre a divulgação de arquivos do Departamento de Justiça a respeito de Jeffrey Epstein, um assunto que traz implicações significativas para o presidente Donald Trump. Após uma resistência inicial, Trump alterou sua posição, encorajando os republicanos a apoiarem a medida.
O presidente, cujas relações com Epstein têm sido muito discutidas, afirmou no domingo que os republicanos da Câmara deveriam votar a favor da divulgação dos arquivos, justificando que “não temos nada a esconder”. A votação, que está prevista para ocorrer ao longo da manhã, poderá resultar em uma resolução que exige a liberação de todos os materiais não confidenciais relacionados a Epstein.
Repercussão e controvérsias
Se a medida for aprovada, ainda terá que passar pelo Senado, onde o apoio não é garantido, dado que o Partido Republicano controla ambas as casas do Congresso. A sessão na Câmara está programada para começar às 10h (12h em Brasília), mas os primeiros votos podem não ocorrer antes das 14h (16h em Brasília).
A questão Epstein representa um ponto vulnerável para Trump, especialmente entre alguns de seus apoiadores mais radicais. Uma pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos em outubro mostrou que apenas 40% dos republicanos aprovam a maneira como Trump tem lidado com o assunto, uma queda significativa em comparação com os 90% que aprovam seu desempenho geral.
Críticas e apoio à liberação
A campanha para a divulgação dos documentos foi liderada pelo republicano Thomas Massie, que coletou 218 assinaturas para forçar a votação. O apoio a essa medida se intensificou, especialmente após a mudança de postura de Trump, que anteriormente se opunha à liberação, o que deteriorou sua relação com aliados como a deputada Marjorie Taylor Greene.
Durante uma coletiva de imprensa, o principal democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, criticou Trump, afirmando que o presidente “se acovardou no escândalo Epstein”. Por outro lado, o presidente da Câmara, Mike Johnson, expressou preocupações sobre a proteção das vítimas de Epstein, questionando se a liberação dos documentos realmente garantiria essa proteção.
Limitações da divulgação
Há dúvidas sobre o alcance real da liberação dos materiais, pois a resolução permite que o Departamento de Justiça mantenha sob sigilo documentos que estejam sob investigação. Trump também solicitou ao departamento que investigue a relação de Epstein com figuras proeminentes do Partido Democrata, como o ex-presidente Bill Clinton.
Adelita Grijalva, representante democrata, expressou preocupações sobre a abrangência das informações que serão divulgadas, afirmando que as investigações abertas podem restringir a divulgação total dos dados.
Contexto de Epstein
Jeffrey Epstein foi condenado por crimes sexuais e estava enfrentando novas acusações quando morreu em sua cela em 2019, em um caso que ainda gera controvérsias e debates sobre seu impacto político. Os e-mails recentemente divulgados indicaram que Epstein acreditava que Trump estava ciente de suas atividades, embora a Casa Branca tenha negado qualquer irregularidade.
Essa votação na Câmara representa um passo significativo em uma questão que não apenas afeta Trump, mas também levanta questões mais amplas sobre transparência e justiça no tratamento de casos de alto perfil como o de Epstein.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: s via AFP








