Iniciativa cria assentos exclusivos para mulheres visando segurança no transporte público

Câmara Municipal de Apucarana aprova projeto que cria assentos exclusivos para mulheres no transporte público.
Câmara de Apucarana aprova o projeto Banco Rosa
A Câmara Municipal de Apucarana aprovou, na sessão ordinária de segunda-feira (10), o projeto de lei “Banco Rosa”, que cria assentos exclusivos para mulheres no transporte público coletivo da cidade. A medida, proposta pelo vereador Lucas Leugi (PSD), visa prevenir e combater casos de assédio sexual dentro dos ônibus.
Objetivos e Implementação da Lei
A nova legislação assegura que uma porcentagem das vagas nos veículos seja destinada ao uso de “mulher ao lado de mulher”, com o intuito de oferecer mais segurança e tranquilidade às passageiras. Leugi afirmou: “Isso, com certeza, vai prevenir muitos casos de assédio”. A iniciativa busca não apenas proteger as mulheres, mas também promover um ambiente mais seguro no transporte público.
Casos de Assédio e Importância da Proposta
O vereador destacou a relevância da lei ao mencionar um episódio recente, em que uma adolescente foi molestada dentro de um ônibus. Este relato reforça a urgência da aprovação da proposta. Leugi ressaltou a importância de se criar mecanismos que ajudem a população e afirmou que o projeto é pioneiro, não existindo similar em outras cidades.
Reações e Expectativas
Após a aprovação, o vereador expressou gratidão aos colegas pela colaboração e enfatizou que a proposta pode servir de exemplo para outros municípios que possuem transporte público coletivo. “Tenho certeza que este projeto será exemplo, porque é um projeto que não existe em outros municípios”, concluiu.
Críticas a Mudanças nos Serviços Funerários
Durante a entrevista, Leugi não hesitou em criticar mudanças nos serviços da Autarquia Municipal de Serviços Funerários (Aserfa). Ele anunciou que buscará a Justiça para anular um projeto de lei que retira a exclusividade da Aserfa sobre a locação de capelas e serviços de translado. Segundo ele, essa medida gera “renúncia de receita” sem o devido estudo de impacto financeiro.
Denúncia ao Ministério Público
O vereador também revelou que formalizou uma denúncia ao Ministério Público (MP) contra a autarquia, alegando “cobranças indevidas” na locação de capelas mortuárias para famílias que possuem planos funerários privados ou seguro. Essa ação demonstra a preocupação do legislador com a transparência e a justiça nos serviços prestados à população.
Fonte: tnonline.uol.com.br








