Executivos apontam para aumento de preços e atrasos na produção devido a novas regras de Pequim

Novas regras da China podem causar aumento nos preços de chips e veículos, afetando a indústria ocidental.
Empresas ocidentais alertaram que a nova disputa entre Estados Unidos e China em torno das terras raras pode resultar em cadeias de suprimento “rompidas” e preços mais altos de chips, automóveis e armamentos. A China impôs em abril restrições à exportação desses materiais, o que já provocou atrasos na produção de veículos e levou empresas no Ocidente a formar estoques preventivos.
Novo cenário de restrições
Na semana passada, Pequim apertou ainda mais as regras, exigindo que companhias estrangeiras obtenham autorização para exportar ímãs que contenham traços mínimos de terras raras de origem chinesa, além de restringir o compartilhamento de tecnologia de fabricação de ímãs com estrangeiros. As novas regulamentações do Ministério do Comércio chinês devem ter consequências profundas para o fornecimento dos produtos afetados à Alemanha e à Europa.
Impactos na indústria militar
Executivos da defesa e de outros setores sugeriram que os novos controles podem atrasar a produção de componentes militares e elevar custos. As terras raras são fundamentais para caças F-35, mísseis Tomahawk e drones. Segundo especialistas, as novas medidas afetarão fortemente o setor militar, removendo até os menores traços de material chinês das capacidades militares estrangeiras.
Respostas do Ocidente
Montadoras têm dobrado ou triplicado seus pedidos à fabricante alemã de ímãs Magnosphere. Desde o início dos controles, empresas vêm tentando contornar restrições usando portos chineses e de Hong Kong com fiscalização mais branda ou enviando os materiais por via aérea, o que encarece, mas agiliza o transporte. No setor de defesa, empresas americanas estão se preparando para os impactos e buscando alternativas para reduzir a dependência de minerais críticos da China.
O futuro da cadeia de suprimentos
Analistas esperam que a situação possa levar a um acordo entre Washington e Pequim, visto que as novas regras entrarão em vigor em 1º de dezembro, dando um tempo considerável para negociações. A VDA pediu que Bruxelas e Berlim encontrem rapidamente uma solução viável com o governo chinês, enquanto empresas ocidentais tentam desenvolver cadeias de suprimento integradas para reduzir a dependência da produção chinesa.








