Cabeleireiro condenado por discriminação em São Paulo


Caso de injúria e preconceito gera repercussão na sociedade

Cabeleireiro condenado por discriminação em São Paulo
Foto: Rogério Gentile

Diego Beserra Ernesto foi condenado após dizer que não contratava 'gordo, petista e preto'.

Em 3 de outubro de 2023, a Justiça de São Paulo condenou Diego Beserra Ernesto, de 38 anos, após ele gravar áudios nos quais afirmava que não contratava “gordo, petista, preto e viado”. As declarações, feitas em janeiro de 2023, foram enviadas a um colega de trabalho que sublocava parte do salão de cabeleireiro de Diego.

O caso e suas implicações

De acordo com o Ministério Público, os áudios foram enviados a Jeferson Dornelas, um homem negro que registrou um boletim de ocorrência após receber as mensagens. Diego, ao responder sobre uma profissional que desistiu do emprego, afirmou: “Não contrato gordo, não contrato petista e não contrato preto”. Além disso, ele foi ainda mais explícito em outro áudio, dizendo que não contratava “veado nem fodendo”.

Repercussão e condenação

A denúncia da promotora Mariana Camila de Melo destacou que o cabeleireiro praticou discriminação e que todos os funcionários do salão eram “brancos, magros e heterossexuais”. A juíza Manoela Assef da Silva, ao condenar Diego, ressaltou que não há justificativa para tal postura discriminatória, afirmando que isso reflete concepções equivocadas sobre a identidade nacional.

Pena e próximos passos

Diego foi condenado a pagar R$ 15.180 à profissional ofendida e mais R$ 15.180 a um fundo público por danos morais coletivos. Além disso, recebeu uma pena de 2 anos e 4 meses de reclusão, substituída por serviços comunitários. Ele ainda pode recorrer da decisão.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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