Brasileiros Abandonados na Guerra da Ucrânia: Apelos Ignorados e Promessas Quebradas


Mercenários brasileiros que se juntaram à luta na Ucrânia enfrentam uma dura realidade: salários não pagos, passaportes retidos e abandono na linha de frente, especialmente na fronteira com a Polônia. Desesperados, mais de cem brasileiros buscam ajuda de parlamentares, mas a Embaixada do Brasil em Kiev alega que os contratos de trabalho impedem a intervenção governamental. O clamor por socorro parece ecoar no vazio.

A situação se agrava com o silêncio da Embaixada da Ucrânia em Brasília, que alega desconhecer os casos, e a aparente falta de conhecimento no Palácio do Planalto. A promessa de salários de até US$ 4 mil (R$ 22 mil) atraiu muitos, mas a guerra, já em seu terceiro ano, não apresenta sinais de resolução pacífica, deixando esses combatentes em um limbo perigoso. “Estamos comendo o pão que o diabo amassou para poder retornar ao Brasil”, relata um dos mercenários, em contato com a reportagem.

Em outro cenário, a Axia Energia (ex-Eletrobras) anunciou uma “readequação salarial”, levantando questionamentos internos sobre possíveis revisões nos vencimentos dos funcionários. Procurada para comentar o assunto, a empresa não se manifestou até o fechamento desta edição.

Enquanto isso, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a coexistência da transição energética e da exploração de petróleo no Brasil, país-sede da COP30 em Belém (PA). Para Silveira, os dois setores “se complementam”, e a exploração de petróleo é crucial para o desenvolvimento nacional, conforme declarou em entrevista ao podcast EsferaCast.

No âmbito da segurança esportiva, a Comissão de Segurança da Câmara aprovou o PL 4068/25, que cria um cadastro nacional de torcedores violentos. O projeto visa banir baderneiros dos estádios e eventos esportivos, combatendo as torcidas organizadas e garantindo a segurança nos locais. A proposta do deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) ainda passará por análise conclusiva.

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve uma vitória parcial em uma arbitragem internacional envolvendo a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o consórcio Petrobras, Shell e Petrogal, exploradores do campo de Tupi, na Bacia de Santos. O Tribunal Arbitral da Câmara de Comércio Internacional manteve R$ 22,2 bilhões em depósitos judiciais referentes à disputa sobre a delimitação do campo.

Por fim, São Paulo registrou uma queda de 7% nas filas de espera em bares e restaurantes entre novembro de 2024 e agosto de 2025. Um levantamento da Tagme e Abrasel também apontou um aumento de 2% no número de reservas, indicando uma crescente digitalização no setor e um melhor planejamento por parte dos consumidores.

Fonte: http://www.diariodoamapa.com.br


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