Brasileira presa no Camboja após recusar aplicar golpes


Daniela Marys Oliveira, de 35 anos, está detida há quase sete meses devido a uma proposta de trabalho

Brasileira presa no Camboja após recusar aplicar golpes
Daniela Marys Oliveira, arquiteta presa no Camboja após recusar aplicar golpes.

Daniela Marys Oliveira, uma arquiteta brasileira, está presa no Camboja após recusar aplicar golpes em pessoas.

Uma arquiteta brasileira de 35 anos está presa há quase sete meses no Camboja após aceitar uma proposta de emprego no país do sudeste asiático e, ao chegar no local, se recusar a aplicar golpes. A mineira Daniela Marys Oliveira foi presa em março ao retornar de um treinamento. Policiais a prenderam e acusaram de estar sob posse de três pílulas de drogas. A família dela informou que não foi informada sobre qual seria a substância encontrada.

Mudança nas acusações

Inicialmente detida por tráfico de drogas, a acusação contra Daniela foi modificada para uso e posse, após a atuação do advogado local. Ela se ofereceu para realizar exame toxicológico, mas o pedido foi negado. A irmã de Daniela, Lorena, afirma que a família teve um prejuízo de R$ 27 mil em transferências feitas devido a extorsões de criminosos que se passaram por ela.

Condições de detenção

Daniela está detida em uma prisão em Sisophon, onde compartilha a cela com outras 89 mulheres. A falta de saneamento básico e a necessidade de pagar pela comida e remédios dentro da penitenciária aumentam a preocupação da família. Eles acreditam que ela foi vítima de tráfico humano, mas não têm informações detalhadas sobre os golpes que ela teria sido forçada a cometer.

Tentativas de assistência

O julgamento de Daniela está agendado para o dia 23 de outubro. A família tenta que um representante legal do governo brasileiro acompanhe a audiência, uma vez que Daniela não fala a língua local. Eles criticam a falta de apoio do Ministério das Relações Exteriores e afirmam que as tentativas de extradição têm sido em vão. Enquanto isso, o Itamaraty afirma prestar assistência consular e realizar gestões junto ao governo cambojano, além de alertar sobre os riscos do tráfico de pessoas na região.


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