Dados do Observatório do Clima revelam redução significativa em relação ao ano anterior

Em 2024, Brasil apresentou uma significativa redução de 16,7% nas emissões de gases do efeito estufa, segundo dados do Observatório do Clima.
Em 3 de outubro de 2023, o Brasil emitiu 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) ao longo de 2024, registrando uma significativa queda de 16,7% nas emissões brutas de gases do efeito estufa em relação ao ano anterior, quando foram emitidas 2,576 GtCO2e. A diminuição é ainda mais acentuada, alcançando 22% nas emissões líquidas, que consideram a captura de carbono por florestas e áreas protegidas.
Panorama das emissões em 2024
Os dados foram divulgados pela rede Observatório do Clima na 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Esta queda é a maior dos últimos 16 anos e a segunda mais significativa desde o início da série histórica em 1990. Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, destacou que este resultado posiciona o Brasil de forma favorável na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em 10 de novembro.
Setores de emissão
Entre os setores responsáveis pelas emissões brutas, a mudança de uso da terra contribuiu com 42%, seguida pela agropecuária com 29%. O setor de energia respondeu por 20%, enquanto resíduos e processos industriais contribuíram com 5% e 4%, respectivamente. O desmatamento continua sendo a maior fonte de emissão no Brasil, com o setor de mudança de uso da terra emitindo 906 milhões de toneladas de CO2e, das quais 98% vieram do desmatamento.
Queimadas e desafios
As queimadas, que não são contabilizadas no inventário de emissões, também apresentaram aumento significativo em 2024. Bárbara Zimbres, pesquisadora do IPAM, informou que houve um aumento expressivo nas áreas queimadas, refletindo um aumento de duas vezes e meia nas emissões líquidas por fogo. Se contabilizadas, essas emissões poderiam dobrar o total das emissões líquidas nos últimos dez anos, ressaltando um desafio contínuo para a política ambiental do Brasil.
Notícia feita com informações do portal: tnonline.uol.com.br








