Brasil busca união na América Latina para COP30


Frente busca superar divergências regionais em negociações climáticas

Brasil busca união na América Latina para COP30
Foto: AFP

Brasil e México articulam frente latino-americana para COP30, buscando consenso em meio a divergências regionais.

Brasil e México lideram uma articulação para criar uma frente de países latino-americanos e caribenhos, buscando consenso nas negociações climáticas para a COP30, que ocorre em Belém, Pará, pela primeira vez na América Latina. A iniciativa visa driblar divergências, como a resistência da Argentina, sob o governo de Javier Milei, em tratar de questões de gênero e a oposição da Venezuela em discutir a redução do uso de petróleo.

Contexto da articulação

A frente foi oficializada no México, onde delegações se reuniram em agosto e assinaram uma declaração conjunta de apoio à presidência brasileira da COP30. O documento evidenciou tanto os pontos de convergência entre os países quanto as divergências, como a resistência da Argentina em abordar temas de gênero e a oposição da Venezuela em discutir o petróleo. A iniciativa busca unir esforços para aumentar a pressão sobre temas comuns, como o financiamento climático.

Desafios e oportunidades

Apesar da falta de um grupo regional formal, como o AGN na África, a frente latino-americana pretende funcionar como um fórum para promover diálogo e confiança entre os países. A embaixadora brasileira e diretora de clima do Itamaraty, Liliam Chagas, e a CEO da COP30, Ana Toni, são algumas das principais articuladoras. A ideia é que, mesmo com divergências, os países consigam atuar em conjunto em defesa de pautas de interesse comum, como a justiça climática para populações vulneráveis e a transição energética equitativa.

Próximos passos

A frente busca manter uma posição unida na COP30, criando um espaço para que os países se apoiem mutuamente em suas negociações. O Brasil, que detém a presidência da conferência, deverá agir com cautela para não criar grandes divergências, facilitando o consenso. A inclusão de países caribenhos também é estratégica para aumentar a força do grupo, que visa apresentar uma voz única em prol das necessidades da América Latina nas negociações climáticas.


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