Boric e Petro comentam condenação de Bolsonaro


Reações de líderes latino-americanos sobre a decisão do STF

Boric e Petro comentam condenação de Bolsonaro
Gabriel Boric (dir.) e Gustavo Petro (esq.) comentaram a decisão do STF. Foto: Gabriel Boric

Presidentes do Chile e da Colômbia reagem à condenação de Jair Bolsonaro pelo STF, destacando a importância da democracia.

Os presidentes do Chile e da Colômbia, Gabriel Boric e Gustavo Petro, utilizaram suas redes sociais na quinta-feira (11.set.2025) para expressar suas reações à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF. A condenação foi um marco significativo na política brasileira, e os líderes latino-americanos destacaram a importância da democracia em seus comentários.

Boric, do Chile, afirmou que a democracia brasileira saiu fortalecida após a condenação de Bolsonaro, que foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados a um golpe de Estado. Ele enfatizou: “Meus respeitos à democracia brasileira, que resistiu a uma tentativa de golpe de Estado e hoje julga e condena os seus responsáveis. Tentaram destruí-la e hoje ela sai fortalecida. Democracia sempre”. O dia 11 de setembro é especialmente simbólico para o Chile, pois remete ao golpe militar de 1973 que depôs Salvador Allende.

Por outro lado, Gustavo Petro criticou a reação dos Estados Unidos à decisão do STF. Após a condenação, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que os EUA responderão à “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Petro respondeu enfatizando que “todo golpista deve ser condenado. São as regras da democracia”.

O julgamento de Bolsonaro

O julgamento de Jair Bolsonaro resultou na condenação por 4 votos a 1, com penas que somam 27 anos e 3 meses de prisão. Além de Bolsonaro, outros sete réus também foram condenados, com penas que variam entre 2 e 26 anos. O julgamento não apenas condenou os réus, mas também os tornou inelegíveis e determinou a perda de cargos em caso de condenação.

As reações de Boric e Petro refletem uma preocupação compartilhada entre os líderes latino-americanos sobre a democracia na região e a importância de responsabilizar aqueles que tentam miná-la. Ambos os presidentes reafirmaram seu compromisso com a defesa da democracia e a luta contra o autoritarismo.


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