Reflexões do artista sobre arte, política e figuras marcantes da MPB

Jards Macalé, ícone da MPB, escreveu sobre poesia e direitos humanos em colunas marcantes na Folha.
Reflexões de Jards Macalé sobre poesia e sociedade
Jards Macalé, músico que deixou uma marca indelével na música popular brasileira, faleceu aos 82 anos nesta segunda-feira (17). Ao longo de sua trajetória, ele publicou diversas colunas na Folha, onde explorou temas como poesia, direitos humanos e a influência de grandes artistas como John Cage e Tom Jobim. Suas palavras sempre foram um convite à reflexão e à crítica social.
A importância da poesia na obra de Macalé
Em suas colunas, Macalé frequentemente abordou a poesia como uma forma de resistência e expressão. Em um de seus textos, ele escreveu sobre a necessidade de “feminilizar” a vida, tornando-a mais criativa e produtiva. Essa visão reflete seu desejo de um mundo mais justo e cheio de beleza, uma característica que sempre marcou sua obra artística.
Direitos humanos e a música
Macalé também se destacou por sua preocupação com os direitos humanos. Em um evento que organizou em 1973, ele reuniu grandes nomes da música brasileira para discutir e celebrar a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Essa iniciativa não apenas reforçou seu compromisso com questões sociais, mas também solidificou sua posição como um artista engajado e consciente.
A relação com John Cage
Outra figura central em suas reflexões foi John Cage. Macalé frequentemente comparava a música e a arte à liberdade e ao silêncio, explorando a ideia de que o silêncio é uma invenção. Essa relação com Cage revela a profundidade de seu pensamento e o quanto a música pode ser uma forma de diálogo com o mundo.
Legado e influência
A morte de Jards Macalé representa uma grande perda para a cultura brasileira. Seu legado, no entanto, permanece vivo através de suas colunas e músicas. Ele nos deixou um vasto material que continua a inspirar novos artistas e a provocar discussões sobre a arte e sua relação com a sociedade.
Macalé será lembrado não apenas como um grande músico, mas também como um pensador que usou sua voz para lutar por um mundo melhor. Suas reflexões sobre poesia e direitos humanos permanecem relevantes, desafiando todos a considerar o papel da arte na construção de um futuro mais justo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br








