Investidores descartam bilhões e impactam o mercado

Bitcoin caiu mais de 7% após investidores de longo prazo venderem US$ 45 bilhões, atingindo o menor valor desde junho.
Em 4 de novembro de 2025, o Bitcoin caiu até 7,4%, atingindo menos de US$ 100 mil pela primeira vez desde junho. Essa queda significativa deve-se ao movimento de venda de investidores de longo prazo, que descarregaram aproximadamente 400 mil Bitcoins, totalizando cerca de US$ 45 bilhões, conforme mencionado por analistas do mercado. Essa situação criou um desequilíbrio notável, pressionando ainda mais os preços da criptomoeda.
Detalhes do mercado em queda
Analistas afirmam que, ao contrário das vendas forçadas que ocorreram no mês anterior, a situação atual reflete uma erosão da confiança. O chefe da 10x Research, Markus Thielen, indicou que a tendência de queda pode persistir por até seis meses. Com mais de 319 mil Bitcoins reativados no último mês, muitos investidores estão realizando lucros desde julho, o que sugere um movimento real de vendas no mercado.
Impacto das vendas em larga escala
Aproximadamente US$ 2 bilhões em posições de criptomoedas foram liquidadas nas últimas 24 horas, um número modesto em comparação com os US$ 19 bilhões da queda anterior. Enquanto isso, o interesse em futuros de Bitcoin permanece moderado, indicando uma mudança nas dinâmicas de negociação. A atenção agora se concentra nos detentores de longo prazo que estão optando por vender, o que forma a direção do mercado.
Perspectivas futuras
Thielen observou que as chamadas “megabaleias”, entidades que detêm entre 1.000 e 10.000 Bitcoins, começaram a descarregar grandes volumes, mesmo com a tentativa de absorção por parte de investidores institucionais. Embora não prevendo uma queda catastrófica, ele acredita que ainda há espaço para declínios adicionais, com um alvo máximo de baixa em US$ 85 mil. O desenrolar dessa situação poderá se estender até o próximo ano, conforme a história do mercado baixista anterior.
Diante desse cenário, fica claro que o futuro do Bitcoin dependerá da confiança dos investidores e da capacidade do mercado de se recuperar das tensões atuais.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








