Meta tem queda acentuada enquanto Google apresenta alta nas ações

Com investimentos em IA, Google vê ações subirem, enquanto Meta enfrenta queda acentuada de 12,6%.
Em 30 de outubro de 2025, o mercado financeiro reagiu de forma contrastante às divulgações das big techs sobre seus planos de investimento em inteligência artificial. Enquanto as ações da Alphabet, controladora do Google, subiram cerca de 3% após o anúncio de um aumento de US$ 8 bilhões em 2025, as ações da Meta sofreram uma queda acentuada de 12,6%.
Investimentos e reações do mercado
As big techs, incluindo Google, Meta e Microsoft, gastaram quase US$ 80 bilhões no último trimestre em infraestrutura de IA. O Google, que anunciou uma receita recorde de US$ 100 bilhões no terceiro trimestre, está aumentando seus investimentos totais para US$ 93 bilhões. Por outro lado, a Meta enfrenta um descontentamento significativo dos investidores, com um valor de mercado reduzido em US$ 240 bilhões devido a suas projeções de gastos que podem ultrapassar US$ 100 bilhões no próximo ano.
Desafios e preocupações
A diferença nas reações dos investidores ressalta a sensibilidade do mercado à rapidez com que a construção da IA pode gerar receita. O diretor-gerente da SLC Management, Dec Mullarkey, destaca que a história recente está repleta de episódios de exuberância tecnológica que podem deixar investidores abalados. Apesar de a Microsoft ter superado as expectativas de lucro e registrado um aumento de 39% na receita de sua unidade de nuvem Azure, suas ações também caíram 1,4%. A crescente preocupação com os gastos elevados em pesquisa e desenvolvimento, que representam 30% da receita da Meta, gerou receios sobre a viabilidade de seus investimentos em IA a curto prazo.
Perspectivas de longo prazo
O CEO do Google, Sundar Pichai, comentou sobre o crescimento de usuários do Gemini App, seu produto de IA, que agora conta com 650 milhões de usuários mensais. O aumento de 15% na receita de publicidade também sugere que o Google está se beneficiando da integração da IA em suas plataformas. Em contrapartida, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, continua defendendo os altos investimentos em infraestrutura como uma estratégia crucial para a construção de superinteligência artificial, apesar das pressões do mercado. Os investidores permanecem céticos, temendo que a busca da Meta por dominar a IA esteja desconectada de sua proposta central de negócios, que é a venda de anúncios.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








