Em um marco para a infraestrutura paraense e como parte dos preparativos para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, neste sábado, a ampliação do Aeroporto Internacional de Belém e a requalificação do Porto de Outeiro. As obras visam impulsionar a capacidade logística da região e modernizar os serviços oferecidos aos passageiros e ao setor de exportação.
A ampliação do aeroporto, que recebeu um investimento de R$ 450 milhões da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA), dobra a capacidade de atendimento, passando de 7,7 milhões para cerca de 13 milhões de passageiros por ano. A área de embarque foi triplicada e novos sistemas de climatização foram instalados, além da modernização do pátio de aeronaves e do balizamento noturno.
Tecnologias de auxílio à navegação aérea, como os sistemas Papi e ALS, foram implementadas, aprimorando a infraestrutura operacional para pousos e decolagens. Adicionalmente, visando o bem-estar de todos os passageiros, foi instalada uma sala multissensorial para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de novos espaços comerciais e áreas de convivência com mobiliário inspirado na cultura amazônica.
Já a modernização do Porto de Outeiro, considerado estratégico para a logística da Região Norte, incluiu a construção de 11 dolphins, a instalação de dez pontes metálicas e a ampliação do píer de 261 metros para 716 metros, dobrando a capacidade de deslocamento para 80 mil toneladas. “As obras consolidam o distrito de Outeiro como base estratégica da logística da Região Norte e fortalecem a matriz de exportação do estado do Pará”, escreveu o presidente em uma rede social.
O terminal será voltado à movimentação de granéis sólidos, líquidos e carga geral, atendendo à crescente demanda de exportação de minérios, grãos e derivados da indústria alimentícia e energética. A modernização do cais também abrangeu a atualização dos berços de atracação, retroárea pavimentada, pátios de armazenagem e sistema de acesso rodoviário. O projeto, executado pela Companhia Docas do Pará (CDP) em parceria com a Itaipu Binacional, demandou um investimento total estimado em R$ 233 milhões e foi concluído em pouco mais de 6 meses.








