Mudanças no mercado dependem da queda do preço do metal e das restrições na República Democrática do Congo

Diretor da CMOC afirma que cobalto pode ser substituído se preços não caírem, devido a restrições no Congo.
Mudanças significativas nas baterias de veículos elétricos estão previstas se o preço do cobalto não cair. O diretor comercial da CMOC, Kenny Ives, declarou que, devido a restrições de exportação na República Democrática do Congo, o preço do metal pode estar no limite do que o mercado consegue suportar. O Congo é crucial, respondendo por aproximadamente três quartos da produção global de cobalto.
Situação do Cobalto no Mercado
O preço do cobalto, que havia caído para menos de US$ 10 por libra, dobrou desde então, com o hidróxido de cobalto triplicando. As novas cotas de exportação estabelecidas pelo governo congolês limitam a CMOC a exportar apenas 27% de sua produção em 2025, o que pode forçar a indústria a mudar para alternativas sem cobalto.
Impacto nas Indústrias
Se a oferta de cobalto se tornar insuficiente, a indústria automobilística, especialmente na China, já está adotando baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), que não utilizam cobalto. A CMOC espera um aumento na produção de cobre, que é extraído junto com o cobalto, e isso pode impactar a disponibilidade do metal.
O Futuro do Cobalto
Ives acredita que o Congo pode reavaliar suas cotas de exportação, mas a falta de cobalto pode levar a mudanças significativas na composição das baterias. A demanda pelo metal tem sido fraca, o que contribui para um cenário desafiador para a CMOC e para a indústria de baterias em geral.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








