Domingos Neto afirma que modelo distrital misto fortalece partidos e combate crime

Domingos Neto defende que novo modelo eleitoral valoriza a base política em relação a influências externas como redes sociais.
O deputado federal Domingos Neto (PSD-CE) apresentou em 6 de outubro de 2023 uma proposta de reforma que busca alterar o atual sistema eleitoral brasileiro, mudando de um modelo proporcional para o sistema distrital misto. O parlamentar alega que essa mudança terá um impacto significativo na política, especialmente ao valorizar a base política em detrimento de influências externas como dinheiro e redes sociais.
Proposta de reforma e apoio dos partidos
Domingos Neto destaca que já recebeu sinalizações positivas de grandes partidos, como o PT e o PL, para a aprovação do projeto. Ele acredita que a implementação do modelo distrital misto contribuirá para a aproximação entre eleitores e representantes, além de dificultar o ingresso de facções criminosas na política. Durante uma entrevista, ele afirmou: “Quem vai ter a vantagem é quem tem base política. Vai valer muito mais do que dinheiro, do que YouTube, do que TikTok.”
O que é o modelo distrital misto?
O modelo distrital misto propõe a divisão dos estados em distritos eleitorais, onde metade dos deputados seria eleita pelo voto majoritário local e a outra metade por listas partidárias. Isso representa uma mudança significativa em relação ao atual sistema proporcional, onde os eleitores votam em candidatos ou partidos e as vagas são distribuídas conforme o total de votos.
Domingos Neto já possui um texto pronto e está em discussões com líderes de partidos para definir o momento de colocar a proposta em pauta. Ele ressalta que, com essa nova configuração, o eleitor terá um contato mais direto com seu deputado federal, semelhante ao que ocorre nas eleições municipais.
Como o novo modelo pode impactar as eleições
Uma das principais mudanças propostas é a redução do poder dos chamados “puxadores de voto”, que são candidatos que atraem votos para colegas com menos apoio. O novo modelo visa fortalecer a responsabilidade dos deputados e aumentar a prestação de contas, aspectos que, segundo o deputado, são fundamentais para a revitalização da confiança do eleitor na política.
O distrital misto também promete baratear as campanhas eleitorais, já que a área de atuação dos candidatos seria menor, permitindo um contato mais próximo com o eleitorado. Além disso, a proposta é vista como uma maneira de combater a fragmentação partidária, criando um ambiente onde os partidos mais fortes possam dominar as disputas.
Desafios e críticas ao modelo
Embora a proposta tenha sido recebida com otimismo por alguns setores, existem críticas. O novo modelo pode limitar a liberdade de escolha dos eleitores, uma vez que parte das vagas será preenchida por listas partidárias. Além disso, há preocupações de que isso possa levar à oligarquização local, onde grupos familiares ou políticos dominem distritos específicos.
Domingos Neto também comentou sobre as facções criminosas, alegando que o modelo distrital misto dificultaria a infiltração desses grupos na política. Ele argumenta que, ao limitar o número de candidatos por distrito, a visibilidade sobre as candidaturas aumenta, permitindo um controle mais rigoroso por parte da sociedade e das autoridades.
Conclusão
A proposta de Domingos Neto representa uma tentativa de modernizar o sistema eleitoral brasileiro em um momento em que a confiança nas instituições políticas está em baixa. Com apoio de partidos importantes e uma estrutura que promete fortalecer a ligação entre eleitores e representantes, a reforma pode ser um passo significativo na busca por uma política mais transparente e responsável. A expectativa agora recai sobre as discussões que ocorrerão no Congresso, que poderão determinar o futuro do modelo eleitoral no Brasil.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








