Liquidação do banco envolve montante recorde de depósitos garantidos

Liquidação do Banco Master deve gerar o maior ressarcimento na história do FGC.
Maior resgate da história do FGC em meio à liquidação do Banco Master
O Banco Central decretou nesta terça-feira, 18 de setembro, a liquidação do Banco Master, que deve se configurar na maior operação de indenização a depositantes da história do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Essa medida é um marco significativo, pois o montante de depósitos do banco em questão gira entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões, um valor recorde que supera o resgate realizado após a falência do Bamerindus em 1997.
Contexto da liquidação e implicações financeiras
Historicamente, o FGC garante depósitos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O Banco Master, para levantar recursos, vendia Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que são assegurados pelo fundo. Esse contexto revela a importância da proteção oferecida pelo FGC, especialmente em tempos de instabilidade financeira.
Em 1997, mais de 3 milhões de clientes do Bamerindus foram ressarcidos em R$ 3,7 bilhões pelo FGC. Se corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro deste ano, esse valor equivale a cerca de R$ 20 bilhões. A magnitude do atual resgate do Banco Master, portanto, não deve ser subestimada.
Recursos do FGC e capacidade de enfrentamento
Apesar do montante elevado que será necessário para os ressarcimentos, o FGC possui recursos suficientes para enfrentar essa eventual liquidação. Em junho, a liquidez do fundo alcançou R$ 121,1 bilhões, o que demonstra a solidez financeira do fundo. É importante ressaltar que cerca de 0,01% de tudo que é captado pelos bancos e que tem cobertura do fundo é destinado mensalmente ao FGC, e alguns bancos ainda pagam uma contribuição adicional.
Medidas tomadas e o futuro do Banco Master
Como noticiado anteriormente, em maio, o FGC liberou uma linha de empréstimo emergencial de R$ 4 bilhões para ajudar a cobrir os vencimentos dos CDBs do Banco Master. Além disso, em outubro, o Banco Central aprovou o aumento de capital de duas instituições do grupo Master, aumentando a capacidade financeira do Banco Master Múltiplo e da Will Financeira.
O Banco Master, antes de entrar em liquidação, buscava alternativas para evitar uma intervenção direta da autoridade monetária, mostrando a gravidade da situação financeira enfrentada.
Processo de ressarcimento aos depositantes
Quando um banco é liquidado, o liquidante assume a responsabilidade de preparar a base de credores, enquanto o FGC tem a obrigação de pagar os credores. O processo de ressarcimento segue várias etapas. Primeiramente, é necessário que o liquidante forneça uma lista dos beneficiários. Após essa etapa, os credores podem registrar suas informações através de um aplicativo disponibilizado pelo FGC, completando o pedido de garantia.
Os credores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, devem se manifestar para receber o ressarcimento. Após a assinatura de um termo confirmando a solicitação, o FGC efetua o pagamento em até 48 horas, diretamente na conta do credor.
Considerações finais sobre o impacto do FGC
É fundamental que os depositantes estejam cientes de que o pagamento não é automático. Cada credor deve tomar a iniciativa de se manifestar para garantir seu direito ao ressarcimento. Assim, o FGC reafirma seu papel vital na proteção dos investidores em momentos de crise no sistema financeiro, garantindo a segurança dos depósitos até os limites estabelecidos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress








