Medidas de segurança são reforçadas para proteger sistema financeiro nacional

Após ataques hackers, Banco Central reforça segurança do sistema Pix e intensifica vigilância.
Em resposta aos recentes ataques hackers que desviaram recursos do sistema de pagamentos instantâneos, o Banco Central (BC) intensificou a vigilância sobre as vulnerabilidades do Pix. Durante uma live realizada nesta terça-feira (11), Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, destacou as ações que estão sendo adotadas para reforçar a segurança do sistema financeiro nacional.
Gomes afirmou que os pontos fracos do Pix passaram a ser monitorados de forma mais rigorosa. “Os pontos fracos da cadeia estão muito mais vigiados. Essa é uma ênfase que temos dado e que eu acho que tem trazido bons frutos”, declarou. O diretor enfatizou a importância da autonomia do Banco Central para que possam ser realizadas as melhorias necessárias.
Novas medidas de segurança em desenvolvimento
Recentemente, o BC implementou um limite de R$ 15 mil para operações de TED e Pix realizadas por instituições não autorizadas e aquelas que utilizam prestadores de serviços de tecnologia não credenciados. Gomes ressaltou que, ao atender aos requisitos de segurança, essas instituições não terão mais restrições em relação aos limites de operação.
Além disso, o regulamento do Pix agora exige que as instituições bloqueiem recursos em caso de suspeita de fraude e rejeitem operações que apresentem indícios de irregularidades. O diretor do BC também mencionou que estão sendo desenvolvidas diretrizes para uniformizar a definição de ‘suspeita de fraude’, a fim de facilitar a atuação dos bancos.
“Estamos trabalhando junto ao grupo de segurança do Pix para esclarecer o que significa ‘suspeita de fraude’. Isso visa eliminar qualquer dúvida jurídica e garantir uma resposta mais ágil por parte das instituições financeiras”, destacou Gomes.
Padronização de alertas de golpe
Uma das inovações que está sendo discutida é a padronização do alerta de golpe nos aplicativos. Gomes explicou que, quando uma transação for identificada como suspeita, o usuário receberá uma notificação para que reavalie a operação. “Aparecerá uma tela durante o processo que dirá, por exemplo: ‘Você quer mesmo fazer essa transação? Isso aqui está meio suspeito’”, disse. Essas medidas visam coibir tentativas de fraudes e aumentar a segurança dos usuários.
Implementação do Mecanismo Especial de Devolução (MED)
Desde 1º de outubro, todas as instituições financeiras são obrigadas a incluir em seus aplicativos um botão de contestação, que permite aos clientes solicitar a devolução do Pix em casos de fraude ou golpe. Este recurso faz parte do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e tem se mostrado útil, com um aumento significativo no número de contestações. No entanto, Gomes alertou que muitos usuários ainda confundem o MED com outros instrumentos de recuperação de valores, o que pode dificultar a efetividade do sistema.
Conclusão
As ações do Banco Central visam criar um ambiente mais seguro e confiável para os usuários do Pix, que se tornou uma ferramenta essencial no sistema financeiro do Brasil. A intensificação da vigilância e o desenvolvimento de novas medidas de segurança demonstram o compromisso da autarquia em proteger os consumidores e fortalecer a confiança no sistema de pagamentos instantâneos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Agência








