Mudanças na proposta visam aprimorar garantias de crédito

O Banco Central adiou a criação de sua moeda digital e reconfigurou a iniciativa Drex para focar em garantias de crédito.
Banco Central altera planos da moeda digital Drex
Em 4 de novembro de 2025, o Banco Central anunciou a mudança de rumo em sua iniciativa Drex, adiando a criação da moeda digital e reconfigurando suas funcionalidades. A medida foi motivada por obstáculos tecnológicos e questões de privacidade que comprometeram o desenvolvimento do projeto.
Mudanças na abordagem do Drex
O coordenador do projeto, Fabio Araujo, destacou que a função de pagamento não será mais a prioridade do Drex. Agora, o foco estará na criação de um serviço que facilite o uso de garantias. “A expressão moeda digital não captura toda a extensão da iniciativa Drex”, afirmou Araujo. Anteriormente, a expectativa era que as primeiras operações com o real digital ocorressem entre o fim de 2024 e o início de 2025, o que não se concretizou.
Desafios enfrentados
Araujo mencionou que as tentativas de preservar a privacidade dos usuários, enquanto se garantiam operações integradas, não tiveram sucesso. As soluções testadas ainda carecem de maturidade para atender aos padrões exigidos pelo sistema financeiro nacional. Na fase piloto anterior, o foco estava em temas práticos, como operações imobiliárias e transações no agronegócio, mas as dificuldades tecnológicas e a escassez de recursos humanos foram obstáculos significativos.
Futuro do Drex
Na próxima fase do piloto, o tema central será o desenvolvimento de um serviço para registro de gravames, que permitirá uma melhor visibilidade dos ativos atrelados a financiamentos. Essa mudança permitirá que partes de um ativo possam ser utilizadas como garantia em diferentes operações de crédito. A nova etapa do projeto está prevista para começar no primeiro semestre de 2026, embora o Banco Central evite fazer estimativas sobre a disponibilização do serviço ao público.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








