Processos na Câmara caminham enquanto caso Zambelli aguarda por documentos do STF

Conselho de Ética analisa processos contra Eduardo Bolsonaro e colegas. Caso de Carla Zambelli aguarda informações do STF.
Os processos no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que podem resultar na cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e punição a deputados envolvidos em motim, devem avançar nesta quarta-feira (8), enquanto o pedido de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) permanece pendente devido à espera por documentos do STF. A licença de 127 dias que Zambelli tirou do mandato terminou na quinta-feira (2).
Situação de Zambelli e Eduardo
Ambos os deputados enfrentam processos por faltas, além de seus respectivos casos no Conselho de Ética. A Constituição estabelece que um deputado que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano pode perder o mandato, salvo se estiver em licença ou missão oficial. Contudo, essa possibilidade só ocorrerá a partir de março de 2026, quando a Câmara contabiliza as faltas do ano anterior.
Processos no Conselho de Ética
O processo contra Eduardo foi iniciado em 23 de setembro, e o relator Marcelo Freitas (União Brasil-MG) deve ler um parecer preliminar nesta quarta. Para a cassação, são necessários 257 votos de 513, maioria absoluta. O PT, por meio de Humberto Costa e Paulão, apresentou a representação pedindo a perda do mandato de Eduardo.
Amotinados e suas punições
No caso dos amotinados, que incluem Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS), o Conselho deve instaurar processos nesta terça (7). As punições propostas são suspensões, e o prazo para instrução é de 30 dias. Enquanto isso, a Corregedoria analisou representações contra 14 deputados, recomendando suspensão apenas para três.
Caso de Carla Zambelli
Zambelli, condenada pelo STF à perda do mandato, aguarda a finalização da instrução do processo na CCJ. Para ela, a maioria absoluta dos votos é necessária para a cassação. O relator Diego Garcia (Republicanos-PR) solicitou informações adicionais ao STF, mas não há prazo definido para o envio.
O cenário atual destaca a tensão política na Câmara, com processos que podem ter consequências significativas para os envolvidos.








