Estudo revela falhas na gestão Tarcísio de Freitas em avaliar escolas com o Provão Paulista

Gestão Tarcísio de Freitas é criticada por usar o Provão Paulista sem embasamento estatístico, prejudicando a avaliação das escolas.
Em São Paulo, 7 de outubro de 2023, a gestão de Tarcísio de Freitas tem enfrentado críticas pela utilização do Provão Paulista como ferramenta para avaliar escolas, conforme aponta um estudo da Repu (Rede Escola Pública e Universidade). O exame, que substituiu o Saresp, é alvo de questionamentos por não ter embasamento estatístico, o que prejudica a responsabilização dos educadores e impacta o aprendizado dos estudantes.
Critérios inadequados para avaliação
O Provão Paulista foi criado em 2023 com o objetivo de ser um vestibular para alunos da rede pública ingressarem em universidades estaduais. No entanto, a metodologia empregada, baseada na Teoria Clássica dos Testes (TCT), não permite comparações entre os resultados de diferentes anos, ao contrário do Saresp, que utilizava a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e possibilitava análises mais precisas do desempenho escolar. Segundo o estudo, a gestão tem usado os resultados do Provão para afastar diretores de unidades que não apresentaram melhorias nas notas, o que gera um ambiente de tensão nas escolas.
Dados alarmantes sobre o desempenho escolar
Dados da Secretaria de Educação revelam que 69% das escolas estaduais de ensino médio foram classificadas como insatisfatórias, e 50,3% de toda a rede estadual, equivalente a 2.509 escolas, não atingiram as metas estabelecidas. Com a pressão para alcançar resultados, os educadores acabam focando em treinar alunos para as provas, em vez de garantir um aprendizado efetivo e abrangente.
Resposta da gestão e implicações
A gestão Tarcísio justificou que o uso do Provão Paulista visa um acompanhamento pedagógico consistente e que nenhum diretor é afastado exclusivamente com base em avaliações externas. Contudo, críticos afirmam que as práticas adotadas são inadequadas e não levam em conta o contexto de cada escola. Com a imposição de metas rigorosas, a pressão sobre os educadores é intensa, o que pode comprometer a qualidade do ensino e o desenvolvimento dos alunos.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








