Indústria audiovisual brasileira busca imitar o crescimento da Coreia do Sul

Com um estudo que aponta R$ 70 bilhões de movimentação, o setor audiovisual pede políticas públicas no Brasil.
Na segunda-feira (6), em evento no Rio de Janeiro, a Fica (Federação da Indústria e Comércio Audiovisual) apresentou um estudo que estima que o mercado audiovisual brasileiro alcançou R$ 70,2 bilhões em 2024, equivalente a 0,6% do PIB. A pesquisa, realizada pela Oxford Economics, destaca a geração de 608.970 empregos no setor.
O impacto do audiovisual na economia
Os números demonstram que o setor audiovisual ultrapassa outras indústrias, como a automobilística e a farmacêutica. Walkíria Barbosa, produtora e presidente da Fica, enfatiza a necessidade de políticas públicas que considerem a relevância do audiovisual na economia nacional. De acordo com os dados, a renda média dos trabalhadores do setor é de R$ 6.800, significativamente maior do que a média nacional de R$ 3.700.
Comparações internacionais e propostas de crescimento
A Fica busca inspiração na experiência da Coreia do Sul, que, segundo estimativas, poderia fazer o setor audiovisual brasileiro atingir 1,5% do PIB, totalizando cerca de R$ 175 bilhões. A pesquisa também revela que, para cada R$ 10 milhões gerados pelo audiovisual, há uma contribuição adicional de R$ 12 milhões ao PIB. O combate à pirataria é uma das medidas propostas, com estimativas de R$ 14 bilhões em evasão de impostos anualmente.
O futuro do audiovisual no Brasil
Com o crescimento significativo desde 2017, a indústria audiovisual brasileira tem se tornado cada vez mais visível no cenário global, com plataformas internacionais licenciando produções nacionais. A Fica espera que, com políticas adequadas, o Brasil possa não apenas replicar, mas também superar o sucesso da Coreia do Sul no setor audiovisual.








