Procurador do TPI destaca preocupações sobre violações em Al-Fashir

O TPI expressa preocupação com relatos de massacres e violações em Al-Fashir, Sudão.
Em Al-Fashir, Sudão, nesta segunda-feira (3), o Tribunal Penal Internacional (TPI) alertou que as atrocidades cometidas na cidade podem configurar crimes de guerra e contra a humanidade. O procurador do TPI expressou preocupação com relatos de assassinatos em massa, estupros e outras violações, ocorridos após a tomada do local pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).
Contexto da violência em Al-Fashir
A cidade de Al-Fashir, último grande reduto do Exército sudanês na região de Darfur Ocidental, caiu em 26 de outubro, após 18 meses de cerco intenso, bombardeios e fome. Estima-se que mais de 65 mil pessoas tenham fugido da cidade, que antes abrigava cerca de 260 mil habitantes. Desde a queda, têm surgido denúncias de execuções sumárias, ataques a trabalhadores humanitários e saques.
A crise humanitária no Sudão
A guerra no Sudão, que começou em abril de 2023, opõe o general Abdel Fatah al-Burhan ao general Mohamed Hamdan Daglo, conhecido como Hemedti. Este conflito resultou em milhares de mortes e forçou quase 12 milhões de pessoas a deixar suas casas, configurando a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU. A recente escalada de violência em Kordofan do Norte, que já deixou 50 civis mortos, destaca a urgência da situação.
Consequências e próximos passos
A secretária-geral adjunta da ONU para a África, Martha Pobee, alertou que Kordofan do Norte pode se tornar o próximo epicentro da guerra, com relatos de represálias étnicas e graves atrocidades. A situação humanitária se deteriora rapidamente, com escassez extrema de alimentos e risco crescente de fome generalizada.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








