Ato em São Paulo Condena Anistia a Golpistas e Defende a Democracia Contra Ameaças Internas e Externas


Em um evento marcante no Dia Internacional da Democracia, o Fórum pela Democracia reuniu lideranças políticas, representantes da sociedade civil e intelectuais no teatro Tuca da PUC-SP. A 12ª edição do ato Direitos Já! – Em Defesa da Democracia e da Soberania Nacional ecoou um forte repúdio à anistia para os envolvidos em atos antidemocráticos e reafirmou o compromisso com a soberania nacional.

Criado em resposta à crescente onda autoritária em 2019, o movimento Direitos Já! teve um papel crucial na articulação da frente ampla que apoiou a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. O evento de segunda-feira reuniu figuras proeminentes de diversos setores, unidos na defesa dos valores democráticos e da integridade do país.

Fernando Guimarães Rodrigues, idealizador e coordenador-geral do movimento, apresentou um manifesto contundente. O documento defendia a democracia, a soberania nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e criticava a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil, além de se opor veementemente à anistia para aqueles que atentaram contra o regime democrático.

O manifesto alertou para a tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, que foram devidamente processados e condenados por seus crimes. Segundo o documento, a pressão antidemocrática do governo norte-americano resultou de articulações da família Bolsonaro e de parlamentares aliados, que estimularam a intervenção na política brasileira.

O documento propôs às forças democráticas do país uma grande mobilização em defesa da liberdade, dos direitos fundamentais e da soberania nacional. “Que a celebração do Dia Internacional da Democracia seja um marco da mobilização necessária para garantirmos a sobrevivência da liberdade, dos direitos fundamentais e da nossa soberania nacional que deriva da vontade popular e está definida na Constituição Federal”, enfatizou o manifesto.

Em sua mensagem aos organizadores do evento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu a democracia e compartilhou sua experiência pessoal sob uma ditadura. “Nossa legitimidade e nosso propósito derivam daqueles a quem servimos. Reafirmaremos a democracia como uma força de dignidade, inclusão e paz. E trabalhemos juntos para que ela produza resultados para todos”, afirmou Guterres.

O ministro do STF, Gilmar Mendes, ressaltou o momento desafiador que a democracia brasileira enfrenta, mas expressou confiança na resiliência das instituições do país. “Raramente, nós vivemos um momento tão difícil nesses 40 anos de democracia… Mas as instituições têm sabido ser resilientes e é fundamental o apoio da sociedade civil ao Supremo e a todas as instituições nacionais”, disse Mendes.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em seu discurso, classificou os autores da tentativa de golpe como traidores da pátria e elogiou a atuação da Justiça ao condená-los. Alckmin encerrou sua fala lembrando uma das frases memoráveis de Ulysses Guimarães: “Traidor da Constituição é traidor da pátria. Viva a democracia”.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br


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