Heitora Beatriz Freire Santos denuncia situação difícil durante competição

Heitora Beatriz, atleta de vôlei, denunciou transfobia durante partida em Gurupi. O advogado suspeito foi preso em flagrante.
Em Gurupi, no dia 25 de outubro, a atleta Heitora Beatriz Freire Santos, que veio de Minas Gerais para competir, denunciou um caso de transfobia durante uma partida de vôlei. O advogado Giovani Fonseca de Miranda, de 65 anos, foi preso em flagrante por ofensas dirigidas à atleta, que competia pelo time tocantinense Alta do Formoso. Heitora destacou que a situação impactou não apenas a ela, mas também as jovens jogadoras do time.
Detalhes do incidente
O incidente aconteceu na Escola Municipal Luiza Borges, onde o advogado foi acusado de fazer comentários ofensivos e transfóbicos. Segundo Heitora, os ataques começaram no início do jogo, mas se tornaram mais evidentes quando ela precisou trocar uma tornozeleira, momento em que o advogado proferiu ofensas sobre sua identidade de gênero. A AABB Palmas, adversária no jogo, se manifestou contra qualquer forma de discriminação, ressaltando seu compromisso com a dignidade humana.
Medidas legais e repercussão
Após a denúncia, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) pediu a homologação da prisão do advogado, que foi liberado pela Justiça com medidas cautelares, incluindo a proibição de frequentar eventos esportivos e contato com a vítima. Heitora, que joga vôlei desde os 12 anos e é casada, relatou o impacto emocional que a situação causou, não apenas a ela, mas também a outras atletas.
Compromisso com a inclusão
A organização do Copa Matrix 2025 manifestou solidariedade a Heitora Beatriz e reitera a importância do respeito e da inclusão no esporte. Eles também informaram que estavam presentes no registro do Boletim de Ocorrência e garantiram apoio à atleta. A AABB Palmas e a organização do torneio enfatizam que atos de transfobia não são tolerados e reafirmam seu compromisso com a dignidade e os direitos humanos no esporte.








