Setores de indústria e serviços apresentam alta, enquanto agropecuária registra queda

Após três meses de quedas, a atividade econômica no Brasil cresceu 0,4% em agosto, segundo o Banco Central.
Atividade econômica cresce 0,4% em agosto
Dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (16) indicam que a atividade econômica brasileira voltou a crescer em agosto após três meses seguidos de queda. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve um avanço de 0,4% em relação a julho, mas ficou abaixo da expectativa de alta de 0,6% segundo pesquisa da Reuters. Apesar da leve alta, o cenário econômico permanece desafiador, com juros restritivos e incertezas políticas.
Desempenho dos setores
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos setores de indústria, que avançou 0,8%, e serviços, com alta de 0,2%. Em contrapartida, a agropecuária registrou uma queda de 1,9%. Sem considerar este último setor, o IBC-Br também apresentou um crescimento de 0,4%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice teve um leve aumento de 0,1%, enquanto no acumulado em 12 meses, o crescimento foi de 3,2%.
Impacto das tarifas e política monetária
O mês de agosto foi marcado pela implementação de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, como carne e café. Apesar desse impacto, os dados do IBGE para agosto mostraram resultados positivos. Economistas continuam a observar os efeitos da política monetária restritiva, com a Selic mantida em 15% ao ano para alcançar metas de inflação. A projeção para o crescimento do PIB neste ano é de 2,2%.
Expectativas futuras
A pesquisa Focus do Banco Central, realizada em 14 de outubro, indicou que a expectativa de crescimento do PIB para 2025 é de 2,16%. O IBC-Br, que serve como um indicador do PIB, é baseado em proxies representativas da produção nos setores de agropecuária, indústria e serviços, além dos impostos sobre a produção.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








