Crescimento alarmante de ocorrências levanta preocupações sobre segurança e meio ambiente

Ataques de abelhas no interior de SP aumentaram 128% em três anos, após morte em Rosana.
Os ataques de abelhas têm aumentado significativamente no Oeste Paulista, com um crescimento de 128% nas notificações de acidentes, passando de 75 casos em 2022 para 171 em 2024. Em 2025, até o final de setembro, já foram registrados 98 casos nas 56 cidades da região de Presidente Prudente. Este aumento alarmante chamou a atenção do Corpo de Bombeiros, que reforçou a necessidade de cuidados em relação às colmeias, especialmente após a morte de um homem em Rosana no dia 23 de outubro.
Causas do aumento
O biólogo Johnny Michael explica que o aumento dos ataques está ligado ao avanço da agricultura e à diminuição dos habitats naturais das abelhas. Este fenômeno tem levado os insetos a migrar para áreas urbanas em busca de abrigo. Queimadas e desmatamento também contribuem para essa mudança de comportamento, fazendo com que os enxames se instalem em locais como árvores, muros e estruturas de casas.
Cuidados e orientações
O Ministério da Saúde destaca que a retirada de colônias deve ser realizada apenas por profissionais capacitados, preferencialmente à noite, quando as abelhas estão menos ativas. Além disso, recomenda-se que a população mantenha a calma e se afaste imediatamente ao avistar um enxame, evitando movimentos bruscos ou barulhos altos, que podem provocar ataques. Em áreas rurais, trabalhadores devem estar atentos durante o plantio e aragem da terra.
Reforço do alerta
Diante do aumento dos casos e da gravidade dos ataques, os bombeiros lembram que é essencial acionar o telefone 193 ao se deparar com enxames próximos a residências, escolas ou comércios. O cuidado é fundamental para garantir a segurança da população em face desse problema crescente no interior de São Paulo.








