Ataque de onça a peão no Pantanal: o que aconteceu


Entenda os detalhes do ataque e a recuperação do peão Flávio Ricardo do Espírito Santo

Ataque de onça a peão no Pantanal: o que aconteceu
Flávio guardou garra de onça como amuleto após o ataque.

Peão foi atacado por onça-pintada em Corumbá e passou por cirurgia. Veja os detalhes do caso.

Ataque de onça a peão no Pantanal

No dia 4 de outubro, Flávio Ricardo do Espírito Santo, de 28 anos, sofreu um ataque de onça-pintada no Pantanal do Paiaguás, região de Corumbá (MS). O peão estava retornando do manejo de gado quando se deparou com o animal próximo a uma carcaça. Ele acionou um colega por meio de um rádio comunicador e o resgate foi concluído por volta das 22h com a ajuda de um helicóptero do Exército. Flávio relatou ter sentido “um tapa muito forte nas costas” durante o ataque.

O resgate e a recuperação

Flávio foi levado para a Santa Casa de Campo Grande, onde ficou internado por 12 dias. Ele sofreu ferimentos na cabeça, na perna esquerda, e cortes nos braços e mãos. Apesar das lesões, estava consciente e orientado. Recebeu alta no dia 15 de outubro e, no dia seguinte, retornou a Corumbá com sua esposa. Durante a cirurgia, uma garra da onça que ficou presa em sua perna foi removida e guardada como um amuleto.

Especialistas comentam o caso

De acordo com especialistas, o ataque foi uma reação defensiva da onça à aproximação de um humano próximo a uma fonte de alimento. Rogério Cunha de Paula, do ICMBio, e o biólogo Henrique Abrahão Charles explicam que esse comportamento pode ocorrer em situações de defesa de filhotes, acasalamento ou proximidade de alimento. Os ferimentos de Flávio indicam uma ação de advertência e não de predação.

Frequência de ataques no Brasil

Este foi o segundo ataque de onça registrado em Mato Grosso do Sul em 2025 e o oitavo incidente desse tipo no Pantanal nos últimos 20 anos. O primeiro ataque do ano ocorreu em abril, quando um caseiro foi morto por uma onça. Diferentemente do caso de Flávio, esse episódio foi classificado como predação, devido à prática de ceva, que atrai o animal com alimentos. O caso de Flávio, por sua vez, foi motivado por um comportamento defensivo do animal.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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