Anistia para 8 de Janeiro: Flávio Bolsonaro Alega Acordo para Pautar, mas Governo Nega


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reacendeu a discussão sobre a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, afirmando que há um acordo no Congresso Nacional para pautar a votação da medida. A proposta beneficiaria diretamente seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é réu em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe de Estado. Contudo, a base governista nega veementemente a existência de tal pacto.

“A gente não está aqui defendendo que há um acordo para aprovar a anistia, a gente está defendendo que há um acordo para que se paute a anistia tanto na Câmara quanto no Senado. E quem tiver maioria vai levar essa”, declarou Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa, sinalizando a intenção de levar a questão ao debate no Legislativo. A anistia, juntamente com outras medidas como o impeachment de ministros do STF, tem sido uma das principais reivindicações da oposição em protestos recentes.

A declaração de Flávio Bolsonaro surge após a obstrução física da Câmara dos Deputados e do Senado, que durou mais de 30 horas, em protesto da oposição. Os parlamentares da oposição argumentam que a anistia e outras medidas seriam uma forma de “pacificar” o país, referindo-se ao conjunto de propostas como o “pacote da paz”, especialmente aquelas que beneficiariam Jair Bolsonaro.

Contrariando a versão de Flávio Bolsonaro, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), da base governista, afirmou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não fez acordo para pautar a anistia. “Eles [parlamentares da oposição] estão espalhando um acordo que podem ter feito com setores do União Brasil e do PP, mas jamais com Hugo Motta no sentido de pautar qualquer coisa em relação à anistia”, disse Correia ao UOL.

O próprio Hugo Motta negou qualquer contrapartida para o fim da ocupação do plenário. “A presidência da Câmara é inegociável. Eu quero que isso fique bem claro”, enfatizou, acrescentando que a negociação para a retomada dos trabalhos não está vinculada a nenhuma pauta específica. Em um breve discurso na quarta-feira, Motta defendeu que o “país deve estar em primeiro lugar e não projetos pessoais”, criticando a obstrução feita pela oposição.

Fonte: http://odia.ig.com.br


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