Amep inicia plano de proteção ambiental na Região Metropolitana de Curitiba


Plano de Proteção Ambiental e Reordenamento Territorial vai atualizar diretrizes para quatro unidades territoriais da Região Metropolitana

Amep inicia plano de proteção ambiental na Região Metropolitana de Curitiba
Vista aérea da Região Metropolitana de Curitiba ilustrando áreas de proteção ambiental

A Amep homologou a contratação do Plano de Proteção Ambiental para atualizar o planejamento urbano em quatro unidades da Região Metropolitana de Curitiba.

Contexto e importância do plano de proteção ambiental na Região Metropolitana de Curitiba

O plano de proteção ambiental é uma iniciativa essencial para a Região Metropolitana de Curitiba, onde a pressão urbana sobre áreas sensíveis exige planejamento rigoroso. A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) homologou recentemente a contratação do Plano de Proteção Ambiental e Reordenamento Territorial (PPART) para quatro Unidades Territoriais de Planejamento (UTPs) localizadas em bacias hidrográficas fundamentais para o abastecimento público. Gilson Santos, presidente da Amep, destaca a relevância da atualização das legislações antigas, que desde 1999 não acompanham os desafios atuais das cidades metropolitanas.

Levantamento tecnológico e diagnóstico detalhado para o planejamento urbano

O PPART utilizará recursos tecnológicos avançados para realizar um diagnóstico minucioso das dinâmicas ambientais, urbanas e socioeconômicas nessas áreas. Entre as ferramentas estão aerolevantamentos com tecnologia laser (LiDAR) e modelagens de alta precisão, além de análises da qualidade da água, vazão dos cursos hídricos e mapeamento detalhado de nascentes e áreas de preservação permanente. Raul Gradovski, coordenador do Departamento de Planejamento Metropolitano da Amep, afirma que essas tecnologias modernas permitirão que o plano ofereça diretrizes eficazes para alinhar o desenvolvimento econômico e social com a conservação ambiental.

Objetivos do plano para o reordenamento territorial e proteção dos mananciais

O PPART visa estabelecer zonas de transição e amortecimento próximas aos centros urbanos para proteger as áreas de maior restrição ambiental, essenciais para o abastecimento hídrico da população. O plano pretende conciliar o crescimento urbano com a preservação ambiental, atualizando normas que estavam obsoletas e promovendo uma gestão integrada do território metropolitano. A elaboração está alinhada ao Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) e ao Sistema Integrado de Gestão e Proteção dos Mananciais (SIGPROM), reforçando a cooperação entre Estado e municípios.

Impactos esperados para a Região Metropolitana e os municípios envolvidos

A implementação do plano deve resultar em avanços na governança ambiental e no planejamento urbano local, com disponibilização de bases de dados atualizadas para os municípios. Isso permitirá respostas mais eficientes às demandas cotidianas e um desenvolvimento urbano sustentável. O foco na proteção dos mananciais garantirá a qualidade da água para a população, influenciando positivamente a saúde pública e a qualidade de vida regional.

Detalhes do processo licitatório e cronograma de execução

O contrato para elaboração do PPART foi vencido pelo Consórcio PPART 2025, formado pelas empresas Cobrape, Tese e Aerosat, com investimento de R$ 3.635.995,83. O prazo para execução é de 18 meses, com previsão de conclusão até o final de 2027. A UTP de Campo Magro ficará de fora do plano por estar dentro da Área de Proteção Ambiental do Rio Verde, que já está em revisão por outros órgãos. A iniciativa demonstra o compromisso do Paraná em modernizar o planejamento territorial e assegurar a proteção ambiental da Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte: www.parana.pr.gov.br


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