Ameaças à senadora Ana Paula Lobato após projeto contra misoginia


Denúncia feita pela senadora após receber mensagens hostis nas redes sociais

Ameaças à senadora Ana Paula Lobato após projeto contra misoginia
Senadora Ana Paula Lobato. Foto: CCJ do Senado aprova projeto que criminaliza a misoginia

A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) denunciou ameaças de morte recebidas após apresentação de projeto que criminaliza a misoginia.

No último sábado (25), a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) denunciou que recebeu ameaças de morte nas redes sociais após a apresentação de um projeto de lei que criminaliza a misoginia. As mensagens, publicadas por um perfil na rede social X, foram encaminhadas à Polícia Federal e à Polícia Legislativa do Senado.

Contexto da ameaça

As ameaças foram feitas na sexta-feira (17) por um perfil que acusava Ana Paula de ser contra a democracia e a liberdade de expressão. Em uma das mensagens, o autor afirmava que ela iria “morrer” por querer punir ofensas a mulheres na internet. Após a repercussão, a conta foi excluída.

Projeto de lei sobre misoginia

O projeto apresentado pela senadora define a misoginia como crime e a equipara ao racismo. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (22) e agora aguarda votação no plenário. O PSB, partido da senadora, manifestou repúdio à violência contra a mulher e apoio à sua atuação, declarando que nenhuma ameaça será capaz de calar sua voz na defesa da igualdade de gênero.

Ação policial

Após tomar conhecimento das ameaças, Ana Paula registrou um boletim de ocorrência na Polícia de Investigação e Judiciária do Senado, que está investigando o caso. Ela também acionou a Divisão de Assuntos Parlamentares da Polícia Federal, em Brasília. A senadora, que foi vice-prefeita de Pinheiro e assumiu seu mandato em definitivo em fevereiro de 2024, deve permanecer no cargo até 2030.

Considerações finais

O projeto de lei que tipifica a misoginia como crime poderá levar a penas de reclusão de dois a cinco anos e multa. A relatora da proposta, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), destacou que a misoginia fere não apenas a honra de uma mulher, mas a integridade de todas.


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