Dados alarmantes sobre mudanças climáticas na região

A Amazônia brasileira alcançou 1,5ºC acima da temperatura média, um marco preocupante para os cientistas.
Em 2024, a Amazônia brasileira atingiu 1,5ºC acima da média dos últimos 40 anos, um recorde alarmante para os cientistas e que coloca a região em uma situação crítica. Os dados da rede MapBiomas, divulgados recentemente, revelam que a temperatura média no bioma foi de 27,1ºC, superando a média histórica de 25,6ºC.
Impactos do aumento de temperatura
O recorde de temperatura é apenas um dos sinais de um problema crescente. Desde 1985, a Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa, o que contribuiu para uma alta média de 1,2ºC em 40 anos. Além disso, a precipitação na região foi 20% menor em 2024, com a média anual de chuva caindo para 1.767 mm, o que impactou diretamente os ecossistemas locais.
Alterações no ciclo de precipitações
A redução das chuvas, que historicamente eram de 2.215 mm ao ano, aumentou a área queimada para 15,6 milhões de hectares. O fenômeno de El Niño, que influencia a temperatura e as chuvas, foi significativo em 2023 e 2024, levando a pesquisadores como Luciana Rizzo a alertar sobre a crescente gravidade da situação.
Consequências para os biomas brasileiros
Além da Amazônia, o Pantanal também apresentou um aumento alarmante de 1,8°C, sendo o bioma que mais vem aquecendo nos últimos 40 anos. Segundo Paulo Artaxo, da plataforma MapBiomas Atmosfera, as mudanças climáticas têm efeitos diretos e significativos em todos os biomas brasileiros, especialmente em termos de redução de precipitação.
A situação exige atenção imediata, pois o aumento das temperaturas e a diminuição das chuvas ameaçam a saúde dos ecossistemas e seus serviços essenciais.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br








