Aliados de Trump avançam na revogação da legislação climática dos Estados Unidos


Grupo ligado a Trump está perto de eliminar a base legal que permite regulamentar gases de efeito estufa no país

Aliados de Trump avançam na revogação da legislação climática dos Estados Unidos
Edifício da Agência de Proteção Ambiental nos Estados Unidos, foco das ações para revogar regras climáticas. Foto: The New York Times

Aliados de Trump estão próximos de eliminar a base legal para o combate ao aquecimento global nos EUA, ameaçando políticas ambientais.

Contexto da revogação da legislação climática nos Estados Unidos

A revogação da legislação climática nos Estados Unidos está próxima de ser concretizada, conforme indicam recentes movimentações políticas e jurídicas. A “revogação da legislação climática” é o foco principal das ações que vêm sendo articuladas por aliados influentes do ex-presidente Donald Trump, especialmente após a retomada do controle republicano em Washington. A determinação de perigo, uma base legal estabelecida pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) desde 2009, foi a pedra fundamental para regulamentar gases de efeito estufa, e sua eliminação representa uma mudança radical na política ambiental do país.

Principais atores e estratégias para desmontar a legislação climática

Quatro veteranos do governo Trump lideram o movimento para revogar a legislação climática: Russell T. Vought, Jeffrey B. Clark, Mandy Gunasekara e Jonathan Brightbill. Enquanto Vought e Clark são figuras públicas e críticas da ciência climática, Gunasekara e Brightbill atuam como advogados conservadores com histórico de combate às regulamentações ambientais. Esses atores elaboraram decretos e planos detalhados para que um governo republicano pudesse desmantelar rapidamente as políticas climáticas federais, incluindo a revogação da “determinação de perigo” da EPA, que reconhece os gases de efeito estufa como ameaça à saúde pública.

Impactos da revogação da determinação de perigo para o combate ao aquecimento global

A revogação da “determinação de perigo” teria efeitos significativos: eliminaria limites para emissões de gases-estufa em setores-chave como transporte, energia e indústria, comprometendo a capacidade do governo federal de enfrentar o aquecimento global. Diferentemente das flutuações políticas habituais, essa ação pode dificultar que futuros governos regulamentem as emissões, criando um precedente jurídico que fragilizaria a ação climática dos Estados Unidos. Cientistas alertam que a continuidade das políticas atuais é vital para mitigar os efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

Histórico das batalhas jurídicas e políticas contra a legislação ambiental

Desde a aprovação da legislação climática na era Obama, grupos conservadores e alguns setores empresariais resistiram às regulamentações. Embora muitas corporações tenham passado a reconhecer a realidade das mudanças climáticas, ativistas e advogados conservadores mantiveram a luta jurídica e política contra a regulação dos gases de efeito estufa. Jeffrey B. Clark, por exemplo, já atuava contra a regulação desses gases desde 2005. A mobilização desses grupos inclui financiamento secreto e a produção de documentos e argumentos que buscam contestar o consenso científico e promover a revogação das regras climáticas.

Perspectivas futuras e reação da comunidade internacional

A possível revogação da legislação climática nos Estados Unidos representa um retrocesso importante na política ambiental global, visto que o país é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. A movimentação liderada por aliados de Trump pode enfraquecer compromissos internacionais e atrasar esforços globais para conter o aquecimento do planeta. Organizações ambientais, cientistas e parte da sociedade civil expressam preocupação com os impactos negativos dessa estratégia, que contraria evidências científicas e metas climáticas definidas mundialmente.

O momento é decisivo para a política ambiental dos Estados Unidos, com implicações profundas para o futuro do combate às mudanças climáticas no país e no mundo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: The New York Times


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