Decisão suspende passaporte da deputada, bloqueia contas, imóveis e redes sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar que a parlamentar deixou o país e estaria foragida, o que justificaria a necessidade de garantir a aplicação da lei penal.

Além do mandado de prisão, Moraes determinou uma série de medidas para asfixiar as movimentações políticas e financeiras de Zambelli. O passaporte dela foi suspenso, e o nome da deputada será incluído na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos da Justiça em qualquer país.
A Câmara dos Deputados também foi notificada para suspender imediatamente o pagamento de qualquer verba parlamentar ao gabinete da deputada. E o cerco não para por aí: o Banco Central deve bloquear todas as contas bancárias ligadas a Zambelli, incluindo salários, transferências via Pix, uso de cartão de crédito e débito, investimentos, criptomoedas, ações e títulos. Veículos, imóveis, barcos e aeronaves em nome da deputada também entram no bloqueio.
No campo digital, Moraes ordenou que redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok, X (ex-Twitter), Telegram, YouTube, LinkedIn e GETTR suspendam os perfis de Zambelli. Além do bloqueio, as empresas devem repassar os dados cadastrais dela, preservar os conteúdos publicados e comprovar à Justiça o cumprimento das ordens. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 100 mil. E, para cada nova postagem que repita as condutas consideradas criminosas, a multa individual é de R$ 50 mil, inclusive se for publicada por terceiros.
A ofensiva do STF atende a um pedido da PGR, que acusa Zambelli de promover ataques ao sistema eleitoral e ao Judiciário, mesmo depois de já ser alvo de outro inquérito no Supremo. A avaliação é de que, ao sair do país e declarar que não pretende voltar, ela estaria tentando fugir das consequências judiciais.
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