Vice-presidente destaca avanços, mas alerta para a alta tarifa de 40% que ainda afeta o Brasil

Geraldo Alckmin comenta avanço em tarifas, mas critica a alta sobretaxa que ainda pesa sobre o Brasil.
Avanços nas tarifas: Alckmin elogia a decisão de Trump
Neste sábado, 1º de novembro de 2025, o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, se pronunciou sobre a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reduzir tarifas sobre a importação de produtos como carne bovina, tomate, café e banana. Alckmin descreveu essa ação como um avanço positivo, mas enfatizou que o Brasil ainda enfrenta desafios significativos devido a uma sobretaxa de 40% que continua em vigor.
A alta sobretaxa e seus impactos
Embora a taxa global de 10% tenha sido removida para uma gama de produtos, Alckmin ressaltou que a sobretaxa imposta ao Brasil permanece “muito alta”. O vice-presidente mencionou que, mesmo com a redução de tarifas em certos produtos, como o suco de laranja e o café, o Brasil deve lidar com a concorrência acirrada de outros países que se beneficiaram de cortes ainda mais substanciais. “Um concorrente reduziu suas tarifas em 20%”, comentou Alckmin, apontando a necessidade de um trabalho contínuo para corrigir as distorções no comércio internacional.
Contexto da decisão de Trump
A decisão de Trump foi anunciada na sexta-feira, 14 de outubro, e visa ajudar a controlar a inflação dos alimentos nos EUA, que tem sido uma preocupação crescente. O decreto do presidente americano não se aplica apenas à tarifa de 10% que foi imposta em abril, mas mantém a sobretaxa de 40% sobre o Brasil, que é o maior produtor global de café e o segundo maior de carne bovina. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), essa medida pode beneficiar o Brasil, mas ainda deixa um peso significativo sobre suas exportações.
As razões por trás da revisão das tarifas
Trump justificou a modificação das tarifas com base em considerações de segurança nacional, um aspecto central de sua estratégia comercial. O presidente afirmou que a revisão foi motivada por negociações com parceiros comerciais, demandas internas e a capacidade produtiva americana. “É necessário e apropriado modificar ainda mais o escopo dos produtos sujeitos à tarifa recíproca”, disse Trump em seu decreto.
Expectativas futuras
Durante a coletiva, Alckmin expressou otimismo, mas também cautela. Ele reconheceu que, embora a medida de Trump seja um passo na direção certa, ainda há muito a ser feito para garantir que as distorções no comércio sejam corrigidas. A expectativa é que, com negociações adequadas, o Brasil possa eventualmente se beneficiar de tarifas mais justas, permitindo uma concorrência mais equilibrada no mercado internacional.
A declaração de Alckmin reflete a complexidade das relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente em um cenário marcado por tensões e mudanças frequentes nas políticas tarifárias internacionais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress








