Três envolvidos, incluindo dois advogados e uma servidora, são investigados por coação em processos agrários no Piauí.

Advogados e servidora são presos em Teresina por coação de juízes em processos agrários.
Na quinta-feira (23), em Teresina, os advogados Juarez Chaves de Azevedo Júnior e Flávio Almeida Martins, além da servidora estadual Lucile de Souza Moura, foram transferidos para presídios após serem presos na Operação Vice-Cônsul, realizada no dia anterior. Eles são investigados por coação no curso do processo, entre outros crimes, e as prisões temporárias devem durar cinco dias.
Investigação e coação
Segundo a Polícia Civil, os três utilizaram dossiês falsos e denúncias fraudulentas para pressionar juízes e desembargadores em processos agrários. A defesa de Juarez Chaves afirmou que respeita a atuação da polícia e aguarda a liberdade dele, enquanto Lucile Moura divulgou uma nota esclarecendo que não teve intenção de difamar, apesar de ter compartilhado um arquivo com supostas denúncias contra membros da Justiça.
Medidas cautelares
Juarez Chaves é alvo de investigações tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Federal, que apura a participação do desembargador José James Gomes Pereira no esquema. O advogado está proibido de entrar no Tribunal de Justiça e de manter contato com outros investigados. A OAB-PI está acompanhando o caso para assegurar os direitos dos advogados envolvidos.
Contexto da operação
A operação revela um esquema de coação em que os advogados enviavam denúncias ao CNJ e posteriormente desistiam, como forma de pressão sobre juízes. Além disso, dossiês falsos foram compartilhados por meio de grupos de WhatsApp, configurando uma estratégia de intimidação. As ações policiais seguem em andamento, e novos desdobramentos são aguardados.








