Adaptação contemporânea de o beijo no asfalto estreia no Teatro Guaíra


Espetáculo 'Beijo e Asfalto ou O Fato É' propõe reflexão sobre mídia e realidade a partir da obra de Nelson Rodrigues

Adaptação contemporânea de o beijo no asfalto estreia no Teatro Guaíra
Cena do espetáculo 'Beijo e Asfalto ou O Fato É' em Curitiba. Foto: Lina Sumizono

Peça 'Beijo e Asfalto ou O Fato É' estreia no Teatro Guaíra com análise crítica da mídia e manipulação social, com base em Nelson Rodrigues.

Confira a programação completa do espetáculo “Beijo e Asfalto ou O Fato É”

11 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentação às 20h
12 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentação às 20h
13 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentação às 20h
15 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentações às 16h e 19h (sessão com tradução em Libras às 19h)
19 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentações às 16h e 20h (sessão com tradução em Libras às 20h)
20 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentação às 20h
21 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentação às 20h
22 de março / Auditório Glauco Flores de Sá (Miniauditório): Apresentação às 16h

Investigação do papel da mídia na construção da realidade em Curitiba

A adaptação contemporânea o Beijo no Asfalto estreia no dia 11 de março, no Auditório Glauco Flores de Sá, em Curitiba. O espetáculo “Beijo e Asfalto ou O Fato É” utiliza a obra original de Nelson Rodrigues para aprofundar a reflexão sobre o papel da mídia na formação da percepção pública. A montagem questiona diretamente: um jornal mentiria? Esta discussão é central para a narrativa, que atravessa diferentes contextos históricos, evidenciando a permanência das problemáticas midiáticas e suas transformações.

O ator e diretor Giordano Castro, responsável pela orientação artística do espetáculo, destaca a relevância de revisitar o texto de 1961 diante dos desafios atuais, como as fake news e a espetacularização dos fatos.

Estrutura híbrida e colaboração na criação da nova peça teatral

A peça não se configura como uma adaptação tradicional ou simples releitura, mas como um estudo cênico que mistura diferentes formatos. A linguagem híbrida transita entre peça-ensaio, palestra performativa e investigação documental. O palco se metamorfoseia em diversos espaços simbólicos, incluindo sala de ensaio, redação de jornal e tribunal, reforçando a dinâmica investigativa da montagem.

A dramaturgia assinada por Vinicius Medeiros, em parceria colaborativa com o elenco, contribui para a construção de uma narrativa que dialoga com o público contemporâneo, explorando os meandros das manipulações midiáticas e da moralidade social.

Temas atuais: fake news, linchamento virtual e disputas narrativas em ano eleitoral

A partir do núcleo central da obra original, onde o beijo entre Arandir e um homem atropelado desencadeia uma série de eventos que encobrem um crime, a montagem desdobra-se para abordar as novas camadas de manipulação e espetáculo. As fake news, os linchamentos virtuais e o vazamento de dados são alguns dos elementos que compõem o cenário atual explorado pela peça.

Essa abordagem amplia o debate sobre como as informações são construídas e desconstruídas, especialmente em um ano eleitoral, quando as disputas narrativas tornam-se ainda mais intensas e impactantes para a sociedade.

Impacto cultural e acesso gratuito com recursos de acessibilidade

Realizado por meio do Mecenato – Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, com patrocínio de empresas locais, o espetáculo reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura. A entrada é gratuita, com ingressos distribuídos 30 minutos antes de cada sessão no próprio auditório.

Além disso, algumas sessões contam com tradução em Libras, ampliando a acessibilidade e promovendo a inclusão de pessoas surdas no universo teatral. O projeto representa a primeira produção profissional da companhia Garalhufa e marca uma nova etapa no cenário cultural da capital paranaense.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

Fonte: Lina Sumizono


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