A trajetória da médica indígena que busca unir saberes ancestrais e científicos

Adana Kambeba, médica indígena, busca unir os saberes ancestrais e ocidentais para melhor atender a saúde de seu povo na Amazônia.
Em 4 de outubro de 2023, Adana Omágua Kambeba, médica indígena da Amazônia, retorna ao seu povo após se formar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Com uma abordagem holística, ela se dedica a unir saberes ancestrais e ocidentais, visando melhorar a saúde de sua comunidade, que enfrenta desafios únicos em meio à floresta.
Formação e desafios na medicina
Adana, uma das primeiras mulheres indígenas a se formar em medicina no Brasil, enfrentou um percurso acadêmico diferenciado, concluindo a graduação em nove anos. “Precisei entrar num acordo com o modelo de ensino médico, com meus valores culturais e com meu ritmo. Dentro da cultura indígena, aprendemos a respeitar o tempo”, afirma.
Integração de saberes
Além de médica, Adana busca se tornar uma líder espiritual, passando por rituais que incluem dietas rigorosas e acompanhamento de pajés. “Sou uma aprendiz de dois tipos de saberes. Procuro estudar e aprender com o intuito de executar ambas as medicinas com ética”, explica. Ela acredita que a medicina indígena pode coexistir e enriquecer a abordagem ocidental, promovendo um cuidado mais amplo e plural.
Desafios e a realidade das comunidades indígenas
A médica enfatiza a necessidade de respeito e cuidado ao integrar os diferentes sistemas de saúde, evitando riscos de charlatanismo. “Estamos falando de algo complexo que requer diplomacia e confluência entre os saberes”, ressalta. A luta de Adana representa não apenas um avanço pessoal, mas também um passo significativo na valorização da medicina indígena frente à medicina biomédica.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








