Investigação da Comissão Europeia sobre transação no Brasil levanta preocupações

A Comissão Europeia investiga acordo entre MMG e Anglo American, que pode desviar níquel da Europa, impactando a produção de aço inoxidável.
Em 4 de novembro de 2025, a Comissão Europeia iniciou uma investigação aprofundada sobre o acordo entre a MMG e a Anglo American, que pode resultar no desvio de níquel da Europa, impactando a produção de aço inoxidável. A venda, avaliada em US$ 500 milhões, inclui projetos de ferroníquel no Brasil e levanta preocupações sobre o fornecimento de minerais críticos.
Investigação da Comissão Europeia
A chefe antitruste da UE, Teresa Ribera, destacou que o ferroníquel é essencial para a fabricação de aço inoxidável na Europa. A investigação visa avaliar se o acordo comprometerá o acesso ao recurso, fundamental para a competitividade do setor. A Comissão também alertou que o desvio de fornecimento poderá afetar a qualidade e o preço da produção de aço inoxidável na região.
Reações ao acordo
Tanto a MMG quanto a Anglo American afirmaram estar comprometidas com o negócio, que marca a entrada da estatal chinesa China Minmetals no mercado brasileiro de níquel. As empresas apresentaram uma proposta anterior para que a Anglo American comprasse ferroníquel da MMG para revenda na Europa, o que poderia mitigar preocupações regulatórias.
Implicações e próximos passos
O prazo para a Comissão decidir sobre a autorização ou bloqueio do acordo é até 20 de março de 2026. O negócio já foi alvo de denúncias no Brasil, e mineradores norte-americanos também expressaram preocupações, pedindo a intervenção do governo dos EUA. A situação continua a ser monitorada, com possíveis desdobramentos no mercado global de níquel.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








