Acordo entre senadores dos EUA busca encerrar paralisação do governo


Senadores democratas e republicanos se unem para reabrir o governo federal

Acordo entre senadores dos EUA busca encerrar paralisação do governo
Acordo entre senadores busca encerrar paralisação do governo. Fotografia: Mandel Ngan/AFP

Senadores democratas e republicanos chegam a um acordo para tentar encerrar a paralisação do governo nos EUA.

Na noite de domingo (9), um grupo de senadores democratas se uniu a republicanos para aprovar um projeto que visa reabrir o governo federal dos EUA. Esta iniciativa representa o primeiro passo para pôr fim à paralisação governamental mais longa da história do país. A votação no Senado era esperada para ocorrer ainda naquela noite.

Segundo informações de fontes próximas às negociações, pelo menos oito democratas estavam dispostos a votar a favor do acordo negociado com a Casa Branca e os republicanos. Esse apoio seria suficiente para que o plano fosse aprovado no Senado, que está sob controle republicano, e enviado à Câmara dos Representantes. O presidente Donald Trump afirmou que estão muito perto de encerrar a paralisação, sinalizando que novidades seriam anunciadas em breve.

O acordo proposto visa reabrir o governo federal e mantê-lo financiado até o final de janeiro. Além disso, reverteria todas as demissões promovidas durante o período de paralisação e garantirá que os trabalhadores afastados recebam seus salários retroativos. Contudo, a proposta incluiu uma concessão em relação aos créditos fiscais para cuidados de saúde, um ponto que gerou discórdia entre os legisladores democratas.

Os democratas têm pressionado há semanas por uma prorrogação dos créditos fiscais, que expiram no final do ano. No entanto, o acordo firmado não garante a continuidade desses créditos, apenas assegurando que uma votação sobre o tema será realizada até meados de dezembro. Esta falta de garantias gerou indignação entre muitos parlamentares democratas, incluindo Hakeem Jeffries, que criticou a proposta por não proteger os créditos fiscais de saúde essenciais para as famílias.

Com a paralisação alcançando o 40º dia, o governo Trump alertou que as viagens aéreas nos EUA poderiam ser drasticamente afetadas e que o crescimento econômico poderia se tornar negativo se o impasse persistisse. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, enfatizou que o impacto econômico da paralisação apenas se agravará, interrompendo viagens aéreas e cortando os fluxos de cupons de alimentação, que são vitais para milhões de americanos de baixa renda.

Desde o início da paralisação em 1º de outubro, após a falta de acordo sobre o financiamento do governo, centenas de milhares de funcionários federais foram temporariamente suspensos, enquanto muitos outros continuam trabalhando sem receber salários.

A situação também resultou na expiração dos fundos do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) em 1º de novembro, afetando mais de 40 milhões de americanos que dependem desses benefícios. A Administração Federal de Aviação (FAA) já ordenou a redução do número de voos, prevendo uma diminuição de até 10% até 14 de novembro.

Enquanto isso, os republicanos têm pressionado por uma resolução continuada que manteria o governo financiado nos níveis atuais, enquanto os democratas afirmam que só concordariam com essa medida se os republicanos restaurassem os créditos fiscais que expiram no final do ano. O presidente Trump, em postagens nas redes sociais, criticou as seguradoras de saúde e rejeitou a ideia de estender os créditos, sugerindo em vez disso pagamentos diretos do governo aos contribuintes. Essa situação continua a gerar tensão tanto no Senado quanto na Câmara, com as partes se preparando para debates intensos nas próximas semanas.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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