Estudo revela impactos positivos se metas de emissão forem cumpridas

Estudo aponta que cumprimento do Acordo de Paris pode reduzir dias de calor intenso no planeta.
Estudo indica que, caso as metas de emissão sejam respeitadas, o planeta poderá evitar até 57 dias de calor intenso anualmente. O Acordo de Paris, celebrado há dez anos, busca limitar o aquecimento global a bem menos de 2°C, mas atualmente as projeções apontam um aumento de 2,6°C até o fim do século.
Impactos do aquecimento global
Conforme o estudo organizado pelo Climate Center e pelo World Weather Attribution, o aquecimento já resultou em um aumento médio de 11 dias de calor intenso em todo o mundo desde 2015. Regiões como Kiribati e São Vicente e Granadinas sofreram um incremento de até 35 dias. Esses dias quentes têm consequências devastadoras, como ondas de calor mais frequentes, que se tornaram 10 vezes mais prováveis na Amazônia e 9 vezes no Mali.
Dados alarmantes
Desde 2015, o aumento de temperatura global de 0,3°C provocou 11 dias a mais de calor intenso em média. Em locais como Svalbard, foram 19 dias a mais. O estudo também prevê que, se nada for feito, o mundo pode enfrentar um aumento de 4°C, tornando eventos extremos ainda mais frequentes e severos.
A necessidade de ação imediata
O estudo enfatiza a urgência de ações concretas para reduzir as emissões de carbono e combater as mudanças climáticas. Com menos de 60 países apresentando suas contribuições nacionais para a redução de emissões, a necessidade de um compromisso robusto é mais evidente do que nunca. A professora Friederike Otto destaca que cada fração de grau de aquecimento pode determinar a diferença entre segurança e sofrimento para milhões de pessoas.
Conclusão
O Acordo de Paris continua a ser uma ferramenta essencial para mitigar os impactos das mudanças climáticas, mas sua eficácia depende do comprometimento global em reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








