Ações policiais no Amazonas: 60 mortos em 10 anos


Estudo revela o impacto das operações letais no estado

Ações policiais no Amazonas: 60 mortos em 10 anos
Cena de crime durante o “fim de semana sangrento” em Manaus, 2015. Foto: MPAM contesta absolvição de PMs acusados de crimes durante o 'Fim de semana sangrento'

Nos últimos dez anos, ações policiais no Amazonas resultaram em 60 mortes, destacando casos como o 'fim de semana sangrento'.

Ações policiais no Amazonas: uma década de violência

Em Manaus, no dia 30 de outubro de 2023, ações policiais nos últimos dez anos resultaram em 60 mortes, evidenciando um padrão preocupante de violência. Os casos mais notáveis incluem o “fim de semana sangrento”, a “chacina no bairro Crespo” e o “massacre do Rio Abacaxis”. Estes eventos destacam a gravidade da situação de segurança pública no estado.

Contexto das operações letais

Os incidentes mencionados são uma parte significativa das operações policiais no Amazonas, cujo número de mortos corresponde à metade das 121 mortes registradas em uma megaoperação no Rio de Janeiro na terça-feira, 28 de outubro. Investigações indicam que muitas das mortes no estado foram realizadas com armas de calibre .40, o mesmo utilizado pela Polícia Militar, levantando suspeitas sobre possíveis envolvimentos de agentes da lei.

Consequências e investigações

A onda de assassinatos começou como uma retaliação à morte do sargento da PM Afonso Camacho Dias, em Manaus, e a resposta da polícia incluiu ações que resultaram em 35 mortes na capital. Durante uma operação na Zona Sul, 17 homens foram mortos, com o então comandante da PM, coronel Ayrton Norte, afirmando que a operação foi em resposta a uma ameaça de ataque de uma facção rival.

Desdobramentos nas investigações

A Polícia Federal agora investiga 13 PMs pelo massacre no Rio Abacaxis, onde pelo menos oito pessoas foram mortas, incluindo indígenas e ribeirinhos. A operação foi desencadeada após um ataque ao secretário executivo do Estado, Saulo Moysés Rezende Costa. Relatos de moradores indicam que a violência se intensificou após a morte dos policiais, levando a uma série de abusos. A situação levanta questões sobre a ética e a legalidade das operações policiais no Amazonas.


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