Academia Brasileira de Letras Celebra a Vocação Literária de Acadêmico com Lançamento e Homenagem


A Academia Brasileira de Letras (ABL) prestou uma homenagem marcante a um de seus membros mais ilustres, celebrando sua dedicação à literatura. O evento coincidiu com o lançamento, sob o selo Principis da editora Ciranda Cultural, de três de seus romances: “O Dono do Mar”, “Saraminda” e “A Duquesa vale uma Missa”. A sessão especial, dedicada à análise da obra do autor como prosador e poeta, contou com a participação dos confrades Domício Proença e Antônio Carlos Secchin.

O homenageado, cuja trajetória se entrelaça com a história do Maranhão, recordou sua paixão pelos livros, cultivada desde a infância. “Com meu pai, aprendi a amar os livros, amor que me acompanha por toda a vida”, compartilhou, ressaltando a importância da leitura e da criação literária em sua formação. Ele relembrou seus primeiros escritos, a participação em um grupo de artistas maranhenses e a influência do poeta Bandeira Tribuzzi.

Embora a política tenha exercido um papel significativo em sua vida, a literatura sempre se manteve como uma vocação primordial. Mesmo durante o período em que governou o Maranhão, encontrou tempo para se dedicar à escrita, publicando livros de contos, poesia, romances e ensaios. Essa dualidade, no entanto, nem sempre foi compreendida, como ele mesmo reconhece: “Muitos confundiram o político com o escritor, e passaram a este a hostilidade àquele”.

Apesar dos desafios, sua obra alcançou reconhecimento internacional, com edições em prestigiadas coleções. O lançamento das novas edições, com tratamento moderno e a opção de adquirir os três romances em um estojo, visa alcançar as novas gerações de leitores. Cada romance oferece uma imersão em universos distintos: a vida dos pescadores maranhenses, a busca pelo ouro no Amapá e as nuances de uma paixão intensa.

O autor, que ingressou na ABL há 45 anos, expressou sua emoção e gratidão pela homenagem. Enfatizou que se tratava de um reconhecimento não ao seu percurso político, mas sim à sua verdadeira vocação: a literatura. “Meu lugar na Casa é do escritor, não do político”, concluiu, reafirmando seu compromisso com as letras e o poder da escrita.

Fonte: http://www.diariodoamapa.com.br


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