Brasil tem potencial significativo em terras raras, mas enfrenta desafios na produção e refino

Brasil possui 24% das reservas globais de terras raras, mas produção e refino ainda são limitados.
O Brasil começa a se reaproximar dos EUA com “ouro nas mãos” quando o assunto são as terras raras, cobiçadas pelos americanos. O país tem minerais de interesse para a indústria de carros elétricos e para a indústria bélica, especialmente após a China proibir a exportação do produto. Com 24% das reservas globais, o Brasil, dono da segunda maior reserva mineral do mundo, ainda enfrenta desafios significativos na produção e refino.
O potencial inexplorado
Apesar de possuir uma riqueza mineral significativa, a produção de terras raras no Brasil é quase inexistente. Especialistas, como Ysrael Marrero Veras, do Cetem, acreditam que o verdadeiro potencial do país pode ser ainda maior do que os números atuais. A falta de mapeamento geológico impede uma avaliação mais precisa das reservas disponíveis, o que poderia elevar o número oficial.
Desafios e oportunidades
O Brasil poderá se beneficiar imensamente dessa situação se souber negociar um plano consistente com os EUA, que se encontram em um momento delicado devido às tarifas impostas à China. Fernando Landsgraf, da USP, sugere que este é um momento oportuno para o Brasil se destacar e sonhar com uma cadeia de valor, enquanto o senador Flavio Arns destaca as vantagens competitivas que o país tem nesta disputa.
O futuro das terras raras no Brasil
No entanto, um projeto de lei fundamental para a criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) ainda aguarda votação, embora sua urgência já tenha sido aprovada. O alerta de que o mundo dependeria cada vez mais de minerais raros é uma preocupação antiga, mas o Brasil agora precisa agir rapidamente para não perder a oportunidade de se tornar um fornecedor confiável e atrativo no mercado global. O momento é crítico e repleto de desafios, mas também de possibilidades para o futuro econômico do país.








